14 de março de 2017

Suculenta

Tela: Les Nuits Arabes, Jean-Joseph Benjamin-Constant (1845-1902)

Eis que chega imensa, alaranjada.
E converte o céu numa travessa
com pontinhos de prata, incrustada.
Onde ela, qual moranga (sem a casca)
a paladares comezinhos, é ofertada:
de montes ignaros a cidades fartas.
Mas também àqueles refinados
que se deliciam da janela - só de olhá-la.
E que se o tivessem bem pertinho
(sonhar não custa nada!)
lhe proporiam - de través - um pedacinho
ali da cama - após o amor - desarrumada.


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