6 de março de 2017

O alvo

Tela: Venus and Mars (c. 1483), Sandro Botticelli

É uma guerra sem qualquer acalanto:
não existem despojos me aguardando
- ainda que rotos, deixados num canto.
Guerra sem vela, mas cheia de pranto:
os projéteis que o céu vão cruzando
soam inócuos - nem causam encanto.
E me apego às armas e reforços tantos
sem notar que o outro está desertando.
Mas se seguisse em campo, pelejando
e distraído exibisse o dorso e o flanco
mesmo com fogo, eu não iria alvejando,
pois ele dispõe na retaguarda de anjos.


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