26 de julho de 2015

A cautela

Tela: Skärgårdsblomster (1916), Anders Zorn

Não vai mergulhar.
O que têm contra o raso
o plano, o reto, o chato
o plácido, a calma, o insosso?
Como é doce a linha que balança,
sem susto.
Como é linda a espuma.
Não obstante, tudo se acha
nada é turvo.
Brigam o golfinho e a baleia
por um pouco de ar, de horizonte.
Pra quê se privar dos seus?
Pra quê se perder no fundo?


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