2 de maio de 2015

Tête-à-tête

Tela: A Terrace in Amalfi in Moonlight (1834), Thomas Fearnley

A lua é minha amiga
e vem sempre me visitar.
Pela janela - feito brisa -
ela entra no meu lar.

Generosa, me dá de presente
um paetê pra eu usar:
duas moças reluzentes,
nos pomos a conversar.

Olhamos face a face
sem ter que dissimular.
Falo daqui da cidade;
ela me conta o que vê de lá.

O tête-à-tête se estende
até eu não poder mais.
Ela na sala insistente
joga luz pra me animar.

Quando enfim adormeço
sem com ela me importar
(amiga assim eu desconheço:)
sem mágoa, fica do alto a velar.


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