17 de abril de 2015

Reciclagem

Tela: Мечты (1894), Vasily Polenov

Assim gosto de pensar:
nada é perdido.
Tudo o que deixei na terra
ora fofa, ora árida
da vida
de algum modo vai aflorar
e oferecer
uma maçã pra morder
uma sombra pra formiga
palha
pro escaravelho recolher
ou pro cigarro do matuto
que fita nas nuvens
os encantos dela,
enquanto pita.


Importante:

Todos os Poemas escritos e publicados no Blog acatolica.com
são sistematicamente registrados
junto ao Escritório de Direitos Autorais (EDA)
da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro (BRASIL).

Nenhum comentário:

Postar um comentário