5 de fevereiro de 2015

Tela: Ventania (1888), Antônio Parreiras

O meu amor está antes
da chuva com vento.

No intervalo
entre as vagas.

Num dia de mormaço,
sonolento.

Na borboleta
que retoma o fôlego
um momento.

Na massa
que descansa
com o fermento.

Na cadeira
que ficou ao relento.

No moletom
que esqueceram na cadeira.

Neste hiato,
nesta vírgula,
nesta falta de acento.

No pulso lento
(as horas são cinzas),
mas firme:
ele há de acontecer
quando for o tempo.


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