29 de janeiro de 2015

Endless Love

Tela: Liebespaar (1909), Ernst Ludwig Kirchner

O futuro é branco
e em câmera lenta -
não se sabe
se a moça que mostra
os dentes
está rindo ou chorando.
Nem se o arco
que a bola faz
acaba num pote de gol.
Nem se o azarão
ou o favorito
cruza a reta primeiro.

Quem corre
pisa em ovos,
quem anda
levita
e Buzz Aldrin
parece parado.

Eis-me lá:
lânguida.

No dorso,
sua pegada de urso.
Nossas línguas macias
se entendem.
E se confundem.

O futuro, branco
e em câmera lenta.
A moça dos dentes?
Sou eu.
Rindo pra sempre.


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