20 de dezembro de 2014

O som do vinil

Imagem: Poster for Fonotipia Odeon, double face, Paris, 1904-10,
by Ferdinand-Léon Ménétrier

Quando eu era menina
não encostava na vitrola:
ouvia várias faixas do disco
até minha música ter sua hora.

Com as cassetes, foi igual:
não podia gastar pilha
acelerando a fita.
Tocava um monte
até chegar a uma favorita.

Depois veio o CD, eu cresci
e pude mexer no som.
Uns toques
e saltava o ruim,
indo direto pro bom.

(Deixei de conhecer outras
músicas -
meu repertório se limitou.)

A vida é um vinil antigo
num toca-discos
em que ninguém põe a mão.

Com faixas lentas
ou aceleradas,
há anos
sou a ouvinte aflita
à espera da melhor canção.


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