16 de setembro de 2014

Onipresente

Foto de Larisa Koshkina

Precisava ser tão dura?
Dar galo,
quebrar vidro,
fechar sepultura?

Sozinha, faz tropeçar.
Em grupo, vira estrutura.
Lançada com arte,
faz aros no lago.
À custa de esforço,
se muda em cascalho.

Não deixa papel voar
nem porta bater de frente.
Margeia jardim
açula a navalha.
É chapéu do penitente.

Prima-irmã da realidade,
por mais que se sonhe
(e eu sonho muito)
é feito cisco:
a retina topa com ela -
ainda que no meio-fio.


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