3 de setembro de 2014

Madeixas

Tela: La nascita di Venere (1483-85), Sandro Botticelli

O de Eva cobria o peito.
O de Sansão ficou curto.
O de Rapunzel era corda.
O de Sissi, comprido -
assim queria o marido.
Cleópatra tinha crespo,
Liz Taylor usou liso.
Medusa
desembaraçava cobras,
Marilyn descoloria fios.
O de Vênus é vermelho,
o de Maria enxugou Cristo.
O de Michael pegou fogo,
o de Lex Luthor inexistia.
O troglodita puxava,
Luis XIV escondia.
A bailarina os prende,
os de Iracema dançam.

E quando vou ao salão
e bonito os tenho,
pra quê o empenho?
Você passa longe,
não se enrola neles.


Importante:

Todos os Poemas escritos e publicados no Blog acatolica.com
são sistematicamente registrados
junto ao Escritório de Direitos Autorais (EDA)
da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro (BRASIL).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito bem-vindo! Obrigada por participar.