25 de setembro de 2014

A passagem do amor

Tela: Cupid as Victor (1601), Caravaggio

O que é plano
se amarfanha
depois do amor.

O amor entorta.

Dá-se importância
ao pequeno,
o que é imenso
se amiúda.

Um só rosto
é o mundo.
No meio de muitos
sem ele
não há nenhum.

O vocabulário
se reduz:
o nome amado
adjetiva,
complementa
e acentua tudo.

E quando as palavras
sobram
e o leito desenruga,
o amor foi embora:
a paisagem se ajeitou.


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