11 de julho de 2014

Jururu

Foto de Mark Somma

Um dia
rezei pra Deus
pro Eduardo
me tirar
no Amigo Oculto
e me dar
um anel,
que a mãe dele
vendia.

Ganhei de coração,
mas brincando
de esconder,
sumiu
no reservatório
de gás.

Foi-se a joia.
Duas vezes
me abati:
quem o deu
nunca veio.

Meninos
me deixam jururu:
com o mesmo dedo
do anel
escolho sempre
quem me perde,
não me quer seu bem.


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