13 de junho de 2014

Rio em Kyoto

Tela: Poling a raft on a river (1835), Hiroshige

Eu gosto das águas
do rio que deslizam
sem tropeçar.
Cai a folha, levam.
Cai a pedra, afundam.
Passa o barco, empurram.
Nada o peixe, se rasgam.
E depois se colam.
Bate a chuva, se agitam.
Ela acaba, se acalmam.
Se esticam.
Se derramam,
despencam.
Evaporam.
Pensam: "Se mudam".
Nada.
Impassíveis,
continuam em si.


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