9 de junho de 2014

O seu braço-origami

Foto de Andreas Bauer Origami-Kunst

Não tenho nada.
Aceito migalhas.
Aprendi com Lázaro
a me pôr
rente à porta farta,
pra recolher
o que o vento arrasta,
sempre que ela abre.

Viver de restinhos
me ensinou
a ver máximo
no mínimo
e com muito pouco
vibrar.

Recolho farelos
e me delicio,
sonhando com a mesa
inteirinha,
que nem sei se um dia
virá.

Louvo a Deus
ao deitar,
que Esperança
não é coisa tangível,
que dá de alguém
roubar.

A minha
é seu braço-origami,
enfim, se desdobrar:
"Venha, querida.
Pode entrar".


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