9 de junho de 2014

O seu braço-origami

Foto de Andreas Bauer Origami-Kunst

Não tenho nada.
Aceito migalhas.
Aprendi com Lázaro
a me pôr
rente à porta farta,
pra recolher
o que o vento arrasta,
sempre que ela abre.

Viver de restinhos
me ensinou
a ver máximo
no mínimo
e com muito pouco
vibrar.

Recolho farelos
e me delicio,
sonhando com a mesa
inteirinha,
que nem sei se um dia
virá.

Louvo a Deus
ao deitar,
que Esperança
não é coisa tangível,
que dá de alguém
roubar.

A minha
é seu braço-origami,
enfim, se desdobrar:
"Venha, querida.
Pode entrar".


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2 comentários:

  1. Bom dia Ana Paula, fico a tatear um verso, para te falar num único fôlego, mas é a falta dele que rege a poesia,Wow !!!! Como explicar toda essa magia? É esse movimento do céu tecendo cores, que me faz caminhar todo dia, sua expressão pulsante é gritante no azul que preenche o vermelho, Belíssimo poema !!! Bravo !! Bravo !!!
    Bjs
    - Iatamyra Rocha

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    Respostas
    1. Boa Tarde, Iatamyra!

      Você é quem me deixou nas nuvens com o seu entusiasmo!... SE o poema lhe causou esse efeito, a modesta missão de fazer sorrir foi mais do que cumprida!

      Obrigada pela Generosidade de manifestar seu reconhecimento pelo (suposto) valor de "O seu braço origami"!... Deus lhe pague. Mesmo.

      Um abraço!!

      Saúde e Paz!!

      ~~~

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