28 de junho de 2014

4 sentidos

Tela: Auf dem Bauch liegender weiblicher Akt (1917), Egon Schiele

Escrito em São Paulo - 23 de junho

Minha boca
me trai
o tempo inteiro.
Sempre digo
o que não devia.
Depois,
o coração esfria.
Fica o arrependimento.

Meus olhos
também me traem.
Não veem
quem eu quero.
Coração aperta -
tristeza de momento.

Meus ouvidos
me traem:
ouço sua voz,
distorço o que é dito.
Coração esquenta,
mas ganha um trinco.

Minhas mãos
traidoras
sonham que dançam
em seu corpo.
Coração dispara.
O sol chega...
Só quero dormir de novo.


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