26 de março de 2014

Bafo Frio

Tela: La Nuit (1887) by Auguste Raynaud

A noite jogou
um bafo frio aqui:
atrás da minha
nuca.

Danada:
me chama
pra brincar,
mas sabe
que não pode.

Não tem braços
pra me tocar,
não consegue
se esconder
(ela é imensa
e negra lá fora),
não corre...

... Só se sustenta.
Sim:
ela brinca de estátua.

E quietinha assim
se mostra
boa menina.

Até o negro desbotar
num degradé
persistente.

Até a cidade se calar,
a lua dar no pé,
eu enfim me deitar
e o galo estridente
fazer o azul
renascer.

Tela: Đêm trăng (2011), Quangnewday


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