21 de novembro de 2013

Melhores frases de Francisco no Brasil (JMJ) - Parte 1


Lançamento reúne TODOS os discursos e entrevistas
do Papa na sua 1ª viagem internacional! Confira.

(Selo comemorativo da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) -
World Youth Day (WYD) - Rio 2013 -
Autor: Fernando Lopes - Fonte: Agência Brasil)

Quando descobri, por acaso, na livraria de um shopping a obra Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil (Paulus Editora; Edições Loyola, 2013), ao custo de apenas R$ 6, sobressaltei de alegria!

Desde que o Santo Padre partiu, que eu vinha torcendo pra encontrar alguma publicação que reunisse tudo o que ele falou oficialmente por aqui. Afinal, como mãe, dona de casa e blogueira, sobra pouco tempo pra ficar fisgando "aqui e ali" na Internet o que quero ler: melhor ter tudo num só lugar!

Assim, comprei Pronunciamentos do Papa Francisco no Brasil e, à medida que o lia, fui grifando o que mais me chamava a atenção.

Neste Post do Blog A Católica, portanto, apresento a você as frases que mais me tocaram - tal como elas estão no livro. Os títulos dos discursos e das entrevistas, que dão o contexto de cada afirmação do Pontífice, já são Links para as páginas do Vaticano que os contêm na íntegra. Basta um CLICK.

Espero que saboreie e se sinta motivado a adquirir o volume - são somente 103 páginas. Vale a pena: esse Papa mal chegou e já está fazendo história com cada palavrinha que sai de sua boca. Exagero meu? Leia a seguir o que ele disse no meu país e constate por si. Saúde e Paz!!


P.S. De acordo com a obra da Paulus e da Loyola, ao todo, Papa Francisco fez 20 pronunciamentos oficiais. Este Post traz os 10 primeiros. O próximo, Melhores frases de Francisco no Brasil (JMJ ) - Parte 2, reunirá os 10 últimos. Aguarde.

Fotografia de Ana Paula (acatolica.com)


Visita apostólica do Papa Francisco ao Brasil
por ocasião da XXVIII Jornada Mundial da Juventude

Pronunciamentos no BRASIL


Encontro com os jornalistas durante o voo papal
Segunda-feira, 22 de julho de 2013

- Um povo tem futuro se vai em frente com ambos os pontos: com os jovens, com a força, porque o levam para diante; e com os idosos, porque são eles que oferecem a sabedoria da vida. (...) Por isso, digo que vou encontrar os jovens, mas no seu tecido social, principalmente com os idosos.

- Aos poucos fomo-nos acostumando a esta cultura do descarte: com os idosos, sucede demasiadas vezes; mas agora acontece também com inúmeros jovens sem trabalho. Também a eles chega a cultura do descarte. Temos de acabar com esse hábito de descartar.


Cerimônia de boas-vindas - Discurso do Santo Padre Francisco
Palácio Guanabara - Segunda-feira, 22 de julho de 2013

- Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em Seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração (...).

Pedro, porém, disse: "Não tenho nem ouro nem prata,
mas o que tenho eu te dou:
em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!". (At 3, 6)

Fotografia de MALIZ ONG

- Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do Seu Amor.

- Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de Sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.


Santa Missa na Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida
Homilia do Santo Padre
Quarta-feira, 24 de julho de 2013

Papa Francisco chega à Basílica de Aparecida (BRASIL) - 24-07-13 -
Fotografia de Marcelo Camargo/ Agência Brasil

- A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. (...) Também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e fraterno.

- Diante do desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados! (...) O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança!

- É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, desses ídolos passageiros.

- ... Mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende.

- Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo Seu amor, que acolhamos as Suas surpresas. Confiemos em Deus! Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.

Fotografia de George Hodan

- O cristão é alegre, nunca está triste. (...) O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI, aqui neste Santuário: “O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (Discurso inaugural da Conferência de Aparecida [13 de maio de 2007] ...).


14 de novembro de 2013

Carta ao menino Joaquim Ponte Marques

Menino de 3 anos é encontrado morto em SP

(Fotografia: UOL Notícias)


Belo Horizonte, 14 de novembro de 2013.

Menino Joaquim,

Não cuidaram bem de você, não é mesmo? Não sei se deixaram a porta da sala de estar aberta, em seguida a grade que dá para a rua também, e você saiu ou se o conduziram, carregando-o inerte, nos braços, até o rio. Você deixou aquela casa amarela. Estava com o seu pijaminha. Na segurança (que segurança?) do seu lar.

Vi sua foto na Internet. Suas imagens na TV. Que menino bonito você era. Que menino esperto. Mesmo com agulhas espetadas em seus bracinhos, num leito de hospital, cuidando da sua recém diagnosticada diabetes tipo 1. Cabelinho preto. Sorriso lindo.

Que jeito triste de terminar a noite, não? Num córrego gelado, boiando, boiando, sendo conduzido pelas águas até parar em outra cidade. Graças a Deus o seu corpinho foi encontrado: assim, seu papai pôde lhe providenciar uma última caminha, um caixão branquinho, onde você pudesse repousar. Para sempre.

Criança nenhuma no mundo merece terminar seus dias breves desse jeito. Você tinha a idade do Blog A Católica: 3 anos. Três anos não são nada. O começo de toda uma história. O prefácio, a introdução, a apresentação de um livro. De toda uma vida.

Eu sinto muito que você tenha nascido e vivido numa casa tão grande, tão cheia de portas e de janelas, numa cidade pequena, da qual eu nunca tinha ouvido falar, e aparentemente tranquila, mas que foi palco de uma cena tão lastimável, Joaquim. Foi palco da sua partida prematura para o Céu.

A verdade é, meu menino, que eu nunca queria ter ouvido falar de você. Eu nunca queria ter escrito esta carta. Eu nunca queria ter assistido na TV a você brincando montado naquele brinquedo (seria uma tartaruga? Um dinossauro?). Nunca ter percebido como estava feliz naquela cama de hospital, espetado de agulhas, desenhando numa revista.

Se eu nunca o tivesse visto, significaria que você estaria VIVO. Anônimo. Tomando as suas doses diárias de insulina. Na sua casa grande, amarela e segura. Segura, como deveria ter sido. Mas agora você está nos braços de Deus. Nada de ruim vai acontecer.


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Mãe e padrasto do menino Joaquim são presos em Ribeirão Preto (revista VEJA)
Promotor diz que menino Joaquim pode ter morrido por excesso de insulina (ISTOÉ)
Justiça concede quebra de sigilo telefônico da família de Joaquim (portal G1)



10 de novembro de 2013

Eu vivo CHEIA de vaidade

Autorretrato no espelho com camisa do Cruzeiro (oficial de 1993)
- 15-10-2013 - Fotografia de Ana Paula (acatolica.com)

Suzana, a Dindinha, com a camisa oficial do Cruzeiro -
09-11-2013 - Johannesburg (África do Sul) - Arquivo de Família


(Tricampeão Brasileiro de Futebol* - 2013)

Existe um grande clube na cidade,
Que mora dentro do meu coração.
Eu vivo cheio de vaidade,
Pois na realidade é um grande campeão.

Nos gramados de Minas Gerais,
Temos páginas heroicas imortais,

Cruzeiro, Cruzeiro querido,
Tão combatido, jamais vencido!


Antônio, o Padinho, com a camisa oficial do Cruzeiro -
13-10-2013 - Johannesburg (África do Sul) - Arquivo de Família

Andréa Cristina com a camisa oficial do Cruzeiro de 1993 -
10-11-2013 - São Paulo (BRASIL) - Fotografia de Luis Guilherme


Caro Internauta:

Você é cruzeirense como A Católica, os meus padrinhos, Suzana e Antônio, e a minha irmã, Andréa Cristina? Então, parabéns pra você também! Visite e SAIBA + sobre essa Grande Conquista, prestes a acontecer*: site oficial do Cruzeiro Esporte Clube. IUHUUU!

Saúde e Paz!!



7 de novembro de 2013

Vovô Jaime: nós não sabemos envelhecer

A 3ª e a Meia Idades se portam PIOR do que os jovens -
é o que desabafo com o meu avô materno.
(P.S. Ele está no Céu.)

Fotografia de Martinhampl

Belo Horizonte, 5 de novembro de 2013.

Querido Vovô,

Já é tarde. Enquanto lhe escrevo esta cartinha, assisto ao filme A Jovem Rainha Vitória, que passa agora na TV (estou sempre fazendo duas coisas ao mesmo tempo!). Que saudade de você!... Convivemos tão pouco e tudo o que tenho é um cachorrinho (Abelhudo, da Estrela), que você me deu e que guardo no meu armário, com a caixinha e tudo e com todo o carinho. Tem a sua letrinha: "Ana Paula". Eu queria me lembrar do seu sorriso de satisfação ao me ver abrir esse presente.

Cachorro Abelhudo da Estrela (início dos anos 1980) -
Letrinha do Vovô Jaime - Foto de Ana Paula (acatolica.com)

Cachorro Abelhudo da Estrela (início dos anos 1980) -
Fotografia de Ana Paula (acatolica.com)

Cachorro Abelhudo da Estrela (início dos anos 1980) -
Fotografia de Ana Paula (acatolica.com)

Por aqui, Vovô, vamos bem. Quero dizer, eu cresci e a vida não é nada daquilo que eu esperava. Foi assim com você também? Está tudo tão diferente! E temo pelo pior, porque, à medida que "crescemos", nos damos conta da maldade que há em nós e nas pessoas ao redor. Vejo gente com quase 45, 55, 65 anos de idade sendo capaz de gestos tão desprezíveis, de comportamentos que vão da crueldade à bizarrice, que eu - aos 37 - fico com as esperanças de melhorar com o passar do tempo abaladas.

Veja se eu não tenho razão: se as pessoas mais velhas do que eu, que até se dizem "religiosas", continuam infantis, isso indica que a probabilidade de eu prosseguir deste mesmo jeito em que estou (sem evoluir) é grande. Afinal, somos todos feitos do mesmo pó. É sério, Vovô!

Conheço gente de mais de 80 anos de idade que ainda sente prazer em falar mal da vida alheia; senhora com mais de 70 que adora bisbilhotar, reclamar da vida e, além disso, guarda rancor; mulher com quase 50 anos, cristã e estudada, com mágoa dos pais e do irmão. Não escrevo isso para "julgar" meus semelhantes, e sim para demonstrar como a idade nem sempre traz sabedoria, como a sabedoria popular gosta de propalar...

4 de novembro de 2013

Sobre Sobral - O Homem que Não Tinha Preço


Um Post para minha prima Larissa Cristina, que vive em Sorocaba,
contando-lhe por que deve assistir a esse filme imperdível

(Imagem: cartaz promocional de Sobral - O Homem que Não Tinha Preço)


Belo Horizonte, 3 de novembro de 2013.

Prima Querida,

Saudades de você!!

Hoje, depois de muito tempo, acho que desde antes de eu ficar grávida do Jaime Augusto, fui ao cinema - a uma sala de cinema - de novo!... E para assistir a um documentário - gênero que adoro. Quando soube (confesso que não me recordo de onde nem quando) que um filme sobre o grande jurista Sobral Pinto, de quem eu tinha ouvido falar remotamente, entraria em cartaz no dia 1º de novembro, não resisti: Farney e eu literalmente CORREMOS para ver!

Foi apenas 1h30 de duração. Pareceu mais. Não porque fosse maçante, mas pela quantidade de informações, de depoimentos, da riqueza da vida da personagem retratada.

Sabe, Larissa, a história do nosso país é riquíssima.

A gente chega a pensar, devido à insistente e massiva difusão das caras e bocas de personalidades de outros países (Einsteins; Thomas Jeffersons; Marie Curies; etc.), que grandes cérebros e grandes seres humanos faltam na história do Brasil. Aqui, parece que só há gente "interessante" nos gramados ou com o microfone em riste, apresentando programa de auditório. Vai ver que, por isso, o sonho de 10 entre 10 garotos brasileiros seja ser "jogador de futebol" e de 10 entre 10 brasileirinhas, "modelo e atriz"...

... Eu me pergunto:

- Por que nas escolas, nos Ensinos Fundamental e Médio, quando aprendemos História ou Estudos Sociais, nossos professores não nos apresentam incisivamente personalidades como Sobral Pinto?

- Por que programas de relativa audiência como o Fantástico, da Rede Globo de Televisão, não fazem uma matéria ostensiva sobre um documentário como Sobral, que é de suma importância?

- Por que a equipe jornalística do Fantástico prefere entrevistar o ator protagonista de blockbusters como Thor, em vez de contribuir para a bilheteria do cinema nacional e a formação da audiência brasileira, indicando longas-metragem como o que acabei de assistir nesse domingo?

Se crianças e jovens conhecessem Sobral Pinto, o trabalho dele, como esse jurista foi importante na história recente do Brasil, como ele SALVOU tantas vidas, será que alguns deles não "desistiriam" da carreira no futebol e de serem as novas Gisele Bündchens, abraçando o sonho de defender os excluídos?

O negócio, Lari, é que quando a gente pega o nosso canudo (ou os nossos canudos, como no seu caso), só queremos saber de começar a montar "o nosso patrimônio", "a nossa carreira", "a nossa família". E como canta Rita Lee na canção Barata Tonta: O resto que se exploda/ Feito bomba H. Sobral Pinto, a exemplo do poetinha Vinícius de Moraes, era o contrário de tudo isto que venceu: a ostentação, o acúmulo de dinheiro e o individualismo - como afirmou tão bem Chico Buarque de Holanda.

O documentário Sobral - O Homem que Não Tinha Preço prova que uma andorinha sozinha faz verão SIM. Quando ela tem fé (ele era católico apostólico romano convicto) e está em paz com a própria consciência, porque compreendeu a própria vocação e a leva a sério. Quando se faz este tipo de escolha, ter fé e viver sob o comando da consciência, não só nós mesmos, como quem está ao nosso redor se beneficia. No caso de Sobral, todo o Brasil se beneficiou.

Um beijo e... Fica a dica: se puder, assista ao filme.

P.S. TE AMO. Saudades do seu sorriso LINDO!...




P.S. Em entrevista, neta de Sobral Pinto e diretora de filme fala sobre avô - OABRJ Digital.



1 de novembro de 2013

Afastem de mim este CALE-SE (a polêmica das biografias)

Não pode haver censura prévia a esse gênero literário tão importante
para a história, como defendem alguns artistas no Brasil

Imagem: "Quieto! Conversa fiada pode custar vidas" (em inglês) -
1941-1945 - Fonte: U.S. National Archives and Records Administration


Ponto nº 1 – Amo a 7ª Arte e sou fã de carteirinha das criações de Billy Wilder, Woody Allen e Walter Salles. Porém, o que eu curto mesmo são os filmes dirigidos por cineastas chamados de “documentaristas”, como João Moreira Salles. Uma de suas criações, O Vale, me marcou muito, ao contar a história dos herdeiros dos grandes produtores de café do século XIX, aqui no Brasil. Todos eles muito distantes da riqueza e da fartura que circundaram seus ancestrais.

Ponto nº 2 – NÃO GOSTO de romances. À exceção de Machado de Assis, que acho mordaz e divertidíssimo, da Virginia Woolf e do Ignácio de Loyola Brandão contistas, Jorge Amado e Cia. Limitada não têm vez comigo. Sinto muito. A seção de Literatura nas livrarias não recebe a minha visita, a não ser a parte dedicada à poesia e às crônicas. Não tenho paciência para histórias “inventadas”, para personagens que nunca existiram. Para reinos encantados. Sou assim (defeito de fábrica...).

Ponto nº 3 – Quando estudei Letras, numa das primeiras aulas, uma professora (cujo nome infelizmente não me recordo agora) deixou bem claro para nós que a distinção entre as palavras estória com E e história com H estava extinta. Explico.

Usava-se “estória”, começando com a letra E, para designar narrativas ideadas, totalmente criadas, como os romances e os contos de fadas. E “história”, iniciando com a letra H, para especificar as narrativas de fatos que teriam realmente acontecido, num tempo e num lugar determinados, reais, verdadeiros.

Entretanto, com o avançar da história, aprendeu-se que toda história não deixa de ser uma versão. Por mais que o historiador ou o jornalista ou um pesquisador tenham se dedicado a coletar dados e ser o mais fidedigno possível ao que aconteceu naquele tempo e naquele lugar com aquela pessoa ou aquele grupo social, no fim, o resultado não deixa de ser a versão daquele profissional: trata-se do OLHAR DELE.

Em resumo: toda história – agora, sempre com H vai variar dependendo de quem a conta. Por isso, ela pertence a quem a escreveu. Não interessa se é sobre Jesus Cristo ou sobre o Vale do Paraíba (como no caso do documentário O Vale e tomando emprestada a comparação do biógrafo Paulo Cesar de Araújo). Mas, o que isso tem a ver com o título deste Post do Blog A Católica?