9 de junho de 2013

A Católica relembra... Suas aventuras de Amor

Um felino que desagradou, uma viagem que cruzou o Atlântico...
... Eis algumas loucuras que fiz por amor.
"Atire a 1ª pedra, quem não sofreu por amor", canta Marisa Monte


(Imagem de Karen Arnold)

Ah, o amor... Mais um 12 de junho se aproxima - Dia dos Namorados aqui no Brasil - e fico lembrando como era bom celebrar essa data, quando eu tinha namorado. Quando eu "tinha", porque agora tenho marido. É diferente. Quando a gente namora, existe o fator surpresa, não tem jeito. Dá aquela hora do encontro marcado e você nem imagina, por exemplo, que roupa o seu amor estará vestindo. É tudo meio inesperado. E gostoso.

No meu primeiro Dia dos Namorados, ganhei o primeiro CD (importado) lançado por uma das minhas bandas preferidas: o Nirvana. Depois, fomos ao Parque Guanabara - acho que ainda se chamava Parque Mangueiras - nos divertir nos brinquedos. Gostoso. Inesperado. Inesquecível.

Poderia começar nos próximos parágrafos a rememorar o que ganhei e como comemorei meus outros Dias dos Namorados com os namorados que tive (foram 6, se não me falha a memória!...). Porém, prefiro destrinçar as aventuras que vivi... Por amor.

Dizem que só os cavaleiros de espada em riste - sem duplo sentido, por favor - são capazes das maiores loucuras, certo? Pois saiba: mulheres também. Somos conquistadoras. E não estou falando de calça justa, short curto nem de decote insinuante. E sim, de gestos ousados.

Já comprei um gato de raça caríssimo, quando eu era mera estagiária e tinha menos de 20 anos de idade, para conquistar um pretendente. Não deu certo. Cheguei ao apartamento dele, o colega disse que tinha viajado para o interior e só voltava "semana que vem". Lá fui eu tentar devolver o gato para o vendedor. Claro que ele não aceitou. Então, pedi "pelo amor de Deus" para que ficasse com o bichano até a próxima semana.

Voltei à loja no Mercado Central 7 dias depois - e não é que o gato havia crescido quase meio metro? "Esse não é o gato que comprei!", afirmei. "É sim", o vendedor garantiu. "Mas, eu comprei um filhotinho..." "Ele cresceu." "Isso tudo?" "Sim, gatos crescem rápido." Até hoje não sei se em 7 dias um felino atinge aquele (enorme) comprimento. Acreditei no vendedor e desembolsei mais tantos reais para adquirir um filhote, em vez daquele "gigante".

Retornei ao apê. Blim... Blão... "O fulano está?" "Está." Entreguei ao pretendente a caixa de papelão insossa cheia de furos com o gatinho siamês dentro. "Acabei de chegar do interior e vou ter que viajar de novo..." "Por quê?", quis saber do meu pretendente. "Porque não é permitido ter gatos aqui..." Que fora! Além de o meu gesto não haver conquistado o coração do rapaz, dei a ele o "prejuízo" de ter que voltar à casa dos pais, a fim de deixar o bicho de rabo marrom e profundos olhos azuis com eles.

Fotografia de Teodoro S Gruhl

Já atravessei todo um oceano para me encontrar com outro amor. E isso quase me custou todo um semestre letivo da faculdade de Comunicação Social. Viagem marcada, tudo certo e a universidade resolveu paralisar: entrava em greve. Quando as aulas retornaram, em pleno período de férias, fui ao colegiado (espécie de secretaria do curso) perguntar se eu precisava "trancar matrícula" ou se podia viajar e perder algumas aulas. Viagem autorizada, lá fui eu...

... Claro que, no regresso, tive que correr atrás do conteúdo que já havia sido dado e lidar com o olhar atravessado de alguns professores, que não toleravam "aluno turista". Valeu a pena? Sim. Foi romântico, maravilhoso... Porém, amor à distância não funciona. (Confie em mim.) Quando terminou tudo comigo, por e-mail (que moderno, hum?), o rapaz me disse: "Gosto de ter um carinho bem perto de mim". Dias depois - eu escrevi dias - engatou um namoro com a melhor amiga. Pertinho dele.

Farney, meu marido, foi o meu último - e obviamente o mais bem-sucedido - namorado. Namoramos por 6 anos e, por 2, ficamos noivos. Ou seja: foram 8 anos de convívio até nos casarmos, quase 5 anos atrás. Não há mais lembranças de todo esse tempo: como alguns casais de namorados (ou será "como muitos"?), a cada desentendimento, rasgávamos os cartões que dávamos um ao outro!...

Na verdade, era eu quem escrevia mais.

E, de vez em quando, Farney me lembra algumas linhas: "Você escreveu certa vez, lá no início do namoro, que acreditava em mim, que eu tinha potencial". Na voz, aquele tom de quem gostou do que leu. É verdade. Escrevi isso numa carta imensa, colei uma folha A4 na horizontal ao lado de outra, e de outra, e de outra, com direito a fotos de revistas de casais se beijando. Todo o trabalho que tive virou lixo, durante uma de nossas brigas. Contudo, o conteúdo ficou gravado no seu coração. (E não é o que importa?)

Não tenho mais namorado. Tenho marido. Não é que seja "pior". É apenas... Diferente. E que bom que temos memória para trazer de novo à superfície aventuras vividas e conteúdos de cartas que nos fazem sorrir. Que nos mostram que alguém especial acredita em nós. Que temos potencial... Feliz Dia dos Namorados!




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