28 de maio de 2013

Tia Vivi faz 30 anos com a Larissa na barriga

Pela 3ª vez, A Católica escreve um Post para a Melhor Amiga,
que vive na África do Sul e espera pela 1ª filha: Larissa


Imagem: Jaime Augusto, 1 ano e 3 meses, cumprimenta Tia Vivi, 30 anos
Fotografia de Ana Paula (acatolica.com)

Jaime Augusto cumprimenta Tia Vivi, mãe da Larissa
Fotografia de Ana Paula (acatolica.com)


Belo Horizonte, 28 de maio de 2013.

Querida Vírus,

Eis-me aqui escrevendo outra carta para você (a 3ª!) no Blog A Católica. Hoje é um dia especial, porque você celebra aí, no outro lado do Atlântico, 3 décadas de vida!... Você foi - segue sendo - uma flor linda, deslumbrante, que aconteceu na nossa vida, marcando-a definitivamente com uma alegria atrás da outra. Não dá para conceber o mundo sem a sua presença. Só felicidade para todos nós que a conhecemos!

E celebrar 30 anos tão pertinho da Larissa, que se desenvolve em paz e com muita saúde dentro de você, é melhor ainda!... (Que Deus assim conserve.)

Só posso desejar que Ele, pela intercessão de Nossa Senhora, derrame bênçãos e Graças sobre você, a sua vida, a Larissa, o Shailen, seus pais, seu irmão, seu sobrinho Gabriel Augusto e todos aqueles com quem você se encontrar. Também sobre todos aqueles a quem você ama. E aqueles que, por qualquer razão (tola), possam torcer o nariz pra você!... Bênçãos e Graças sobre amigos e inimigos. Sempre.

A vida aqui segue o seu ritmo cotidiano: cuidar da casa, cuidar do Jaime Augusto, ler quando dá. São páginas aparentemente desinteressantes...

... Porém, como aprendi com o meu avô Raul a ver a beleza em tudo, há horas em que suspiro e mal posso acreditar em como tudo é bom!... Tão bom. Dia após dia, cuidar para que nada desencaminhe, que tudo siga o seu ritmo sem surpresas desagradáveis. Minhas grandes emoções não estão em viagens intercontinentais (que não tenho condições de fazer), e sim, dentro de mim mesma, da minha cabeça, que borbulha de ideias, de poesia, da capacidade de perceber que, haja o que houver, a beleza existe!...

23 de maio de 2013

Joias e... Amantes

Programa do canal de TV Discovery Home & Health
mostra que a imagem da amante que ganha belas joias
é pura ilusão: tudo o que elas têm são migalhas da presença de alguém

Imagem: Gold Jewellery - Fotografia de Terabass

Veja que coisa mais idiota: passeávamos o meu filho Jaime Augusto e eu pelos amplos corredores de um shopping center aqui em Belo Horizonte (BRASIL), até que uma escultura, do tamanho de um punho fechado, aparentemente de cristal, exibida na vitrine de uma joalheria, me atraiu: era uma concha aberta, com uma pérola dentro. Desviei o olhar para a direita e vi gargantilhas de brilhantes de diversas cores, colocadas uma ao lado da outra. Logo abaixo, outra fileira, de anéis, tão coloridos quanto as gargantilhas.

E o que aconteceu? Meus olhos marejaram...

Já ouvi falar de gente que chora diante de um pôr-do-sol, de uma orquídea rara, de um filhote de passarinho que caiu do ninho e agonizou no asfalto... Agora, chorar diante de uma vitrine de joalheria?!?

Só entendi o que aconteceu comigo, quando um pensamento me veio, na medida em que continuava a seguir pelos corredores largos do shopping center: "A mulher que ganhar uma daquelas gargantilhas, ou um daqueles anéis, deve ser mesmo muito especial...". Ao chegar em casa e comentar o fato com o meu marido Farney, ele me disse: "Ana Paula, homem só dá joias assim quando quer... Você sabe...".

Será?

Tempos atrás, uma conhecida minha me disse que homem quando entra em joalheria é para comprar joias para a amante. Será?

Tenho acompanhado, sempre que posso, um programa novo do canal de TV a cabo Discovery Home & Health: chama-se A Outra. Trata-se de um reality show no qual a apresentadora, uma linda mulher de olhos claros e cabelos bem curtos e loiros, ajuda outras mulheres que há anos (eu escrevi há anos) são amantes de homens casados, que lhes prometeram deixar a esposa para se unirem a elas.

O roteiro é o mesmo, não importa a idade nem o grau de beleza da amante: a apresentadora faz as mesmas perguntas a cada uma delas, incluindo esta, que mais me chamou a atenção: "Que presentes ele já te deu?". Seria a grande hora de se exporem as joias, certo? Afinal, como aquela conhecida minha me disse certa vez, quando se vê um homem dentro de uma joalheria, pode saber que as compras são para a amante...

16 de maio de 2013

Exposição em Sampa sobre os Jogos Olímpicos

Na exata medida em que as mascotes olímpicas ficaram feias,
as tochas se tornaram cada vez mais leves e "estilosas"...
Confira + de 30 fotos e outros destaques da mostra em São Paulo

Imagem: Misha, o fofinho e inesquecível ursinho mascote
das Olimpíadas de Moscou (1980) - Fotografia de Ana Paula (acatolica.com)

- Raquel.
- Ana Luísa.
- Cristiane.
- Waleska.
- Michele.
- Daniela.
- Micheline.
- Professora, acabamos de escolher os times.
- Ei, falta eu!
- Ah, é a Ana Paula...
- Escolha o time em que você quer ficar. Qualquer um.
- Ai... Tomara que ela não escolha o nosso!...

Era sempre assim nas aulas de Educação Física, nos meus tempos de colégio. Dentro da sala de aula, (quase) todo mundo queria ser do meu grupo, mas nas quadras... Ninguém me queria! Claro, eu era uma negação nos esportes. Pequena e magra, alvo fácil das jogadoras do time adversário. Além disso, não tinha força nenhuma para compensar o phisique du rôle mignon. Era a primeira a ser "queimada" e a prejudicar meu time.

Talvez por isso, não seja uma boa telespectadora de competições. Não tenho a mínima paciência para futebol, por exemplo. Acho uma chatice sem fim aqueles homens trocando passes rumo a um gol que custa a sair. Sem falar que é um tal de cair no chão a toda hora, só para "cavar" falta.

Porém, tanto despreparo e inaptidão para jogar ou ao menos para assistir a algumas modalidades esportivas não me impediram de, desde criancinha, AMAR as Olimpíadas. A esperar com ansiedade, de quatro em quatro anos, pela cerimônia de abertura dos Jogos e a me emocionar nos encerramentos. Para mim, as Olimpíadas são mil vezes melhores do que as Copas do Mundo de Futebol.

Com isso em mente é que fui levada pela minha irmã Andréa Cristina, que vive com o marido Luis Guilherme na maior cidade do Brasil, São Paulo, a visitar a incrível exposição Jogos Olímpicos.

Duas coisas me chamaram a atenção: 1) a mostra é coloridíssima. Super-atraente e 2) ela é curtinha. Em uma hora - até menos - você contempla tudo. E se diverte.

Se está em São Paulo e tem filhos a partir dos 7 anos de idade, pode levá-los sem medo e estimulá-los a ler os painéis verdes, vermelhos, laranjas e azuis, ricos em informações relevantes sobre a história da coroa de louros que os campeões recebem, da tocha olímpica que atravessa países e continentes para chegar ao local dos Jogos, da trégua durante as competições e... Das cobiçadas medalhas. Televisores espalhados também exibem imagens históricas e mais recentes.

Há vários pontos altos.

Adorei saber que o basquete foi inventado a partir de um cesto simples de pêssegos; AMEI ver de perto o vestido deslumbrante que a cantora Marisa Monte usou na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 (puxa: como ela é magrinha!...); emocionei-me com a camisa da líbero Fabi, bicampeã olímpica de vôlei pelo Brasil, e surpreendi-me com um bônus (e que bônus!): uma bola de futebol com a assinatura do rei Pelé.

Destaco ainda a longa fila de medalhas - do ano de 1896 a 2012 - e as mascotes de cada edição das Olimpíadas. Aqui, faço uma observação: por que, meu Deus, elas deixaram de ser tão fofinhas, lindinhas e carismáticas como os inesquecíveis Sam, a águia (Los Angeles - 1984), e Misha, o urso (Moscou - 1980), para se tornarem grotescas, feias mesmo, como as das Olimpíadas de Atenas (2004) e Londres (2012)?

Deus me livre de algumas criações da Arte Contemporânea. Parece que alguns artistas pós-modernos querem encher o mundo de feiura!...

Bem, fico por aqui.

Na esperança de que meu rebento Jaime Augusto, que é louco pela Jabulani da Copa do Mundo de 2010 da África do Sul, se dê tão bem nas quadras como dentro da sala de aula. Senão, que a dedicação e o heroísmo dos atletas olímpicos de todos os tempos e países sirvam para inspirá-lo a superar seus próprios obstáculos. Como me inspiram. Desde criancinha. As Olimpíadas são uma metáfora da vida. Com o bônus das medalhas de ouro, prata e bronze. E das mascotes de pelúcia, claro.

Saúde e Paz!!

Serviço: Exposição Jogos Olímpicos
Centro Cultural Fiesp . Ruth Cardoso
Avenida Paulista, nº 1.313, Bela Vista, São Paulo (BRASIL)

Até 30 de junho de 2013
Segunda-Feira, das 11h às 20h
Terça-Feira a Sábado, das 10h às 20h
Domingo, das 10h às 19h

Entrada de GRAÇA
**É permitido fotografar, desde que não se utilize flashs.**
**Bolsas e sacolas devem ser deixadas em um guarda-volumes no local.**

Confira algumas imagens exclusivas que o Blog A Católica traz da exposição:

5 de maio de 2013

A CATÓLICA no show do Paul McCartney em BH!

O cantor, compositor e pintor de Liverpool (Inglaterra)
é exemplo de vocação vivida em plenitude, mesmo na Terceira Idade.
Durante 2 horas, ele me fez sonhar... E CHORAR muito!...

The Beatles, playing for the Dutch broadcast org VARA in 1964 - Guitarpop (talk)

Paul McCartney performs in Dublin, Ireland on July 10, 2010 - Fotografia de Fiona

Foi uma experiência emocional. Quando Paul McCartney entrou no belíssimo palco armado no Mineirão (Belo Horizonte, Minas Gerais, BRASIL), entoando a primeira música que aprendi a cantar dos Beatles: Eight Days a Week; meus olhos marejaram, comecei a chorar e assim foi toda a primeira hora do show...

... Nunca imaginei que um dia estaria numa apresentação do meu Beatle favorito.

Ele ali, lindo naquele terno azul bebê, camisa branca, gravata e calça pretas. "Boa Noite. É ótimo estar aqui em BH. Povo 'bão'!...", imitando o sotaque da terra onde nasci e vivo. "Finalmente, Paul veio falar UAI!", prosseguiu, antes de entoar All My Loving. Por vários momentos, o setentão que não perde o jeitão de rapaz se comunicou conosco, em bom português, arrasando com nosso coração já conquistado.

Entre inumeráveis trocas de violão e guitarra; ajeitadas estratégicas na calça preta que teimava em descer (conforme podíamos constatar pelos telões), gingados com o quadril e sorrisos marotos para a plateia, o show de Paul foi um desfile de canções que embalaram, sobretudo, a minha adolescência, nos idos dos anos 1990: Lady Madonna; Ob-La-Di, Ob-La-Da; The Long And Winding Road; Let it Be...

... A diferença é que eu não estava no chão da casa dos meus pais, de frente para o aparelho de som, e sim confortavelmente acomodada na cadeira cinza do setor Cadeira Amarela (!!), cantando junto a milhares de fãs. Não estava mais só. E não era mero vinil ou CD. Era "o cara" ali, uma formiguinha no palco, pela distância em que me encontrava, mas um gigante naquele telão de alta definição.

A cada linda canção - Another Day (uma das minhas favoritas); Your Mother Should Know; Eleanor Rigby -, lágrimas teimosas, inconvenientes, brotavam dos meus olhos: "Pela primeira vez, estou cantando junto ao meu ídolo. Paul e esse monte de gente. E, no meio dessa gente, eu!". E eu cantei... Como cantei...