7 de fevereiro de 2011

Você tem medo de ser diferente?

Temos um receio infantil de "ser excluído" - o que nos leva a
concordar com a maioria e repetir o que ela anda fazendo e dizendo...

A vida toda, tudo o que todos nós queremos, no fundo e em essência, é... Ser aceito. E alguns de nós somos capazes de loucuras para conseguir isso. Incluindo e, principalmente, anular-se, copiar os outros, agir como agem, fazer o que fazem, a fim de receber a mesma (suposta) aprovação e "ser incluído" no grupo. Na galera.

Basta observar crianças ou adolescentes. Que menina nos tempos de colégio não quis ter tudo o que a amiguinha tinha? O mesmo estojo, a mesma armação de óculos ou comprar as mesmas guloseimas que ela comprava na cantina, na hora do recreio? Eu mesma tinha uma amiguinha que queria - e obtinha - os mesmos brinquedos que eu ganhava de aniversário ou de Natal da minha madrinha, Suzana.

Na adolescência, isso fica mais explícito: são as "tribos". A turma que curte rock; a turma dos surfistas; a turma dos góticos (de aparência soturna); a turma dos desportistas; as "patricinhas" (vaidosas, que apreciam grifes); os "playboys"...

Até no jeito de se vestirem, eles se arremedam. Lembro o Massacration, que surgiu no canal de televisão MTV, aqui no Brasil: um conjunto de comediantes que satirizavam uma banda de heavy metal (gênero de rock pesado). Numa de suas canções, eles ditavam algumas das leis dessa tribo: "quem gosta de heavy metal não pode usar bermuda. Nunca, nunca, nunca...", brincavam.

Crescidos, vamos tomando coragem de nos desligar, nem que seja um pouco, dessas "tribos" de que num dia, nem que fosse por um breve instante, todos fizemos parte. Entretanto... Temos recaídas.

Por exemplo: numa rodinha na empresa onde trabalhamos, se duas ou três pessoas concordam entre si que algo não é certo, não presta e deveria ser "eliminado", sem querer querendo, ainda que pensemos um pouco diferente, acabamos "indo na onda". Quando nos damos conta, a opinião daquela pequena maioria acaba sendo a nossa. Embarcamos na dela. Fomos convencidos de que aquilo também era "a nossa verdade".

Isso ocorre, porque muitas vezes alguns de nós somos covardes em erguer a nossa voz dissonante.

Fotografia de Petr Kratochvil

Como dito no início deste Post d'A Católica, trata-se daquele medo infantil da exclusão: "E se ninguém gostar de mim?...". Esse receio tremendo de não fazer parte "do bolo", do todo, da maioria, acaba sendo bem maior do que a nossa vontade de expressar aquilo em que realmente acreditamos. Então, nós nos calamos ou repetimos feito papagaio o que os outros já disseram.

Na Blogosfera (o universo dos Blogs, que aprendi a chamar de Efigênia), isso também acontece. De repente, quase todo mundo começa a escrever sobre os mesmos tópicos, a recriminar as mesmas situações, a condenar as mesmas pessoas e até mesmo a publicar os mesmos textos, muitas vezes, com as mesmas imagens. Será o reinado da unanimidade? Será que ter um Blog é sair reproduzindo o que os outros escreveram?

Quero trazer essa reflexão, que ainda estou fazendo, para você, a fim de que a faça também...

Falando no caso específico do Ser Cristão, do Ser Católico, eu não acho que Deus espera de nós nos tornarmos um exército que age, fala, pensa e repercute as mesmíssimas ideias. Ele nos criou diferentes, porque é assim que devemos ser. Precisamos ter mais ousadia em existir como somos (e já falei disso n'A Católica: A árdua ventura de nos aceitar do jeitinho que somos) e em expor nossas opiniões singulares - distintas como nossas impressões digitais.

A única coisa que Ele espera que tenhamos todos, igualzinho e igualmente, é Muito Amor no coração:

"Tendes ouvido o que foi dito: 'Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo'. Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos.

Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito" (Mt 5, 43-48).

O único ideal a que devemos todos aspirar em uníssono é AMAR. Afora isso, não tenha medo de agir de outra forma. E, se você é Bloggueiro, não tenha receio de Bloggar de um modo diverso. Para estimulá-lo nisso, sugiro que navegue neste Link incrível do BLOSQUE: Como Ter um Blog Diferente?. Espero que curta! (Eu curti muito.) Sejamos audazes! Saúde e Paz!!


Fotografia no início do Post, por Jim Lillicotch (Click The Image)


~Ana Paula~A Católica
Importante:

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da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro (BRASIL).

2 comentários:

  1. De - li - ci - o - so de ter lido! Parabéns! Vc é deveras surpreendente e ousada nos post. Gosto de estar aqui. Só veio reforçar aquilo que aconteceu comigo. já há um tempo, consegui Acabar com meu complexo medonho de só achar os outros blogs legais, acabei de vez de sentir vergonha deles. Que absurdo! Que complexo é esse que nos aniquila? Foooooooooraaaaaa!!! Só descobri que eu amava muito os meus bloguitos do jeito que são e do meu estilo, quando eu pedi para alguém mudá-los. Corri em tempo de cancelar e hoje gosto deles, sim, e dos assuntos que nele publico. Não dispenso novos aprendizados não, vou melhorando-os NAQUILO QUE EU GOSTO, NÃO MAIS COMO OS OUTROS FAZEM. Minha amiga de Nova Zelândia, Lucinha's Garden,acabou de publicar um post meu. E eu fiquei feliz. Estava caidaça, pois acabara de pagar o pedreiro. Como isso é bom!!! E seu post fala tudo isso, não? Por isso eu vivo dizendo em voz alta: DEUS É PAI. ELE GOSTA MUITO DE MIM! Abraços!

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  2. Acho justo obedecer os mandamentos de Deus e se manter puro na medida do possivel .Embora meu exterior cege brutal.Quatro tatuagens,barbudo as vezes e nao me mesturo bem com pessoas que nao gostao do que gosto.Amo heavy metal,gosto do arcanjo miguel e quase fui monge franciscano.Ja o grupo de jovens nao me faz me endenficar no ponto brutal.Me sinto indiferente e ate um colega que hoje e meu chapa achou que eu era nazista ,pode...um rockeiro que aprecia jesus cristo nada mais,e so o que sou.Agora so quero trabalhar em paz,ir so as missas e conceguir sair dessa depressao.Deus seja louvado por esse artigo muito importante e abençoe a quem o fez .amem. ANERSON.P.R.

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