25 de fevereiro de 2011

O que faz uma mulher feliz? Segundo pesquisa, ir à igreja

Para aliviar o stress e a pressão do cotidiano atual e nos dar
a sensação de felicidade, a solução é alimentar a Vida Religiosa

Não foram apenas os homens que entraram em crise quanto ao seu papel Neste Mundo de Meu Deus. Se perderam a função de único provedor financeiro e tiveram o machismo abalado com as inúmeras iniciativas femininas (incluindo no Poder Público: vide a nossa primeira presidenta do Brasil, recém-eleita), as mulheres por seu turno se sobrecarregaram com as funções de: prover, resolver (quase todos os) "pepinos", convidar o "cara" pra sair, etc.

Com a revolução sexual dos anos 1960* e a emancipação feminina do lar, os dois gêneros ganharam e perderam.

Não faz tanto tempo assim (meados dos anos 1990) e uma famosa série da Rede Globo de Televisão, a Comédia da Vida Privada, baseada na obra homônima do escritor brasileiro Luís Fernando Veríssimo, mostrou em um dos episódios a personagem da atriz Marieta Severo tentando simular um ataque do coração - a fim de evitar que o filho, interpretado pelo ator Murilo Benício, viajasse aos Estados Unidos. A "cunhada" tentava trazê-la para a realidade: "Dona Regina, mulher não morre de enfarto...".

Hoje, no século XXI, morre.

E eis-nos aqui, mulheres, suscetíveis a doenças que antes acometiam apenas os homens.

Eis-nos aqui com jornada diária dupla (escritório e casa) ou tripla (escritório, casa, filhos). Eis-nos aqui lidando com questões que nossas avós, bisavós, trisavós não encararam: competição, stress, corre-corre, consumo desenfreado, pressão para viver esta vida insana de afazeres e ainda ter o corpo e o rosto mais lindos, joviais, esticados e repuxados possíveis. Uma aparência fresca, "segura e natural" (nome de um antigo absorvente). E, importantíssimo, dispostas para o amor - lê-se: sexo.

O resultado desta matemática: stress + pressão = depressão.

Diante dessa (novíssima) realidade, que tem cerca de 40 ou 50 anos no máximo, fica a pergunta: como manter-se feliz? G. Alexander Ross, do Instituto de Ciências Psicológicas, em Arlington, nos Estados Unidos, encontrou a resposta. Divulgado nesta sexta-feira pela agência de notícias internacional Zenit, seu estudo sustenta que o segredo para as mulheres conservarem a felicidade é... Frequentar a igreja.

The picture shows us the vision that a few Breton women create
after hearing the sermon during a mass - 1888 - Paul Gauguin

Conforme o resumo de sua pesquisa, que abrangeu o período de 1972 ao ano de 2008, G. Alexander Ross repetiu os achados de dois outros estudiosos, Stevenson e Wolfers, publicados em 2009, de que houve um declínio geral na sensação de felicidade das mulheres norte-americanas durante esses 36 anos.

Examinando o impacto da assiduidade à igreja nessa tendência, Ross descobriu duas coisas.

A primeira, que parte da queda na sensação feminina de felicidade se deveu à redução das idas à igreja. A segunda, que aquelas mulheres que se mantiveram assíduas à igreja ficaram menos expostas às diversas forças que causam o declínio na felicidade. Em outros termos: a regularidade e constância da vida religiosa protegeram este grupo de mulheres da incidência negativa dos fatores enumerados acima: stress, pressão, etc.

Para o pesquisador, segundo a agência Zenit, a "influência estabilizadora de uma visita regular à igreja" beneficia as mulheres. Dá o que pensar, não é mesmo?

Fico por aqui. Não, sem antes deixar com você a pergunta: com que frequência tem participado da Santa Missa? Não é hora de recuperar aquele ardor inicial e retornar à confissão e à Eucaristia? Antes mesmo dessa pesquisa, eu já suspeitava que fortalecer a fé (e não apenas dizer que a tem e ficar em casa sem fazer nada a respeito) é uma solução bonita para o alívio de todas as nossas dores. Saúde e Paz!!

Fotografia de Vassil

P.S. Você pode acessar a notícia da agência Zenit aqui: Mulheres que frequentam Igreja são mais felizes.

P.S.2 *Para saber mais:
1) A emancipação feminina e a revolução sexual no mundo, site Conexão Professor;
2) A grande esperança da revolução sexual não se deu - Entrevista com Mario Corso, site amai-vos;
3) A revolução sexual, Padre Cleidimar;
4) VOCÊ SABE O QUE É A REVOLUÇÃO SEXUAL?, Professor Felipe Aquino.


Imagem no início do Post: As Três Mulheres na Igreja (1881), Wilhelm Maria Hubertus Leibl - Fonte: The Yorck Project 10.000 Meisterwerke der Malerei.


~Ana Paula~A Católica
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4 comentários:

  1. Ana Paula, se ir a Igreja torna uma mulher feliz, sim, eu afirmo. Meu pároco está muito mal, não celebra mais. Teremos a missa só nos finais de semana e já me entristeci muito, pois ia todos os dias, menos de 4ª feira que é dia em que rezamos e partilhamos nas casas das do meu grupo - Pequenas Comunidades e de sexta que é noutra capela. Ir à missa: é força, é perseverança, é alegria e bem estar, é partilha, é crescimento, é graça derramada. Sinto falta! Obrigada pela visita cordial ao meu oratório. Meu afeto prá vc!

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  2. Ei Ana,
    Nesse aspecto homem e mulher se equivalem. O fato de ir a missa frequentemente, me trouxe várias coisas boas e é algo que tentarei manter por toda a minha vida. Somente quem passa por isso e sente a modificação de sua vida pode testemunhar todo o poder da missa e as graças alcançadas.
    Bjs
    Christian

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  3. Oi amiga, a paz,

    Que ótimo resultado dessa pesquisa, espero que muitos leiam esse post, para que sirva de incentivo e motivação, pois o mundo anda perdido sem saber pra onde ir.

    Muito bom o post. Fique com Deus e Maria.
    Um abração.

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  4. Hello!!! Gostei.... to dando uma lida no seu blog depois de muito tempo.... vc falou tudo. Esta vida stressada que a mulherada de hj vive nos leva a ignorar as coisas fundamentais na vida: momentos de introspeccao e de "conversas" com Deus. Eu mesma, me pego sempre dando prioridade a outras coisas (que me stressam ainda mais) em vez de passar 15 minutos fazendo uma oracao ou conversando com Deus.

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