9 de dezembro de 2010

Você domina a ARTE de DAR presentes? Saiba mais neste Post.

Acredite: todos nós sabemos quando um presente foi dado com pouco caso.
Mas, um bom presente não tem a ver com custo financeiro

"Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra." (Mt 2, 11)

Se você não sabe, é por isso - conforme aprendi certa vez - que trocamos presentes de Natal. Em lembrança aos mimos que os três magos (que, de acordo com a Bíblia Sagrada da editora Ave-Maria, não seriam reis, e sim "sábios, astrônomos ou astrólogos") ofereceram ao recém-nascido Jesus, Filho de Deus e de Nossa Senhora, cujo pai adotivo chama-se José.

Ouro, como sabemos, é um "metal amarelo brilhante", que significa riqueza. Ele exprimiria a realeza de Cristo. Incenso é uma "substância resinosa aromática", que simbolizaria a Sua divindade. Mirra, segundo o dicionário, é uma "goma resinosa odorífera e balsâmica produzida por uma árvore da Arábia", também usada para ser queimada sobre brasas. Ela representaria o sofrimento por que o Menino passaria, a Sua Paixão.

Como vimos, presentes escondem e revelam sentidos. Com eles, os magos não só manifestavam a sua consideração pelo Recém-Nascido, como também expressavam alguma coisa para e sobre aquele Bebê divino. O Menino Deus que acabava de vir ao mundo, em Belém. E quanto a nós? O que queremos transmitir com os mimos que daremos a algumas pessoas - parentes, amigos, colegas de escola ou do trabalho - neste Natal?

Não sei quanto a você. Pode chamar de frescura minha ou se identificar com o que falarei nas próximas linhas. É que sou super-sensível a presentes. Eles falam, gritam para mim. Olho para a embalagem, o cartão (se vier algum junto) e, especialmente, o seu conteúdo. E me pergunto: "Quem me deu quis de verdade me agradar OU deu por dar - como a gente diz -, ou seja, por obrigação apenas?".

A questão acima é crucial. SE você, caro internauta, almeja agradar de verdade a pessoa a quem pretende presentear neste Natal, este é um conselho que lhe dou: não compre com pouco caso. Escolha com carinho, dê com amor. Isso não é bobagem. Eu garanto a você: presentes têm energia. Com um pouquinho (de menos ou de mais) de sensibilidade, você se lembrará daqueles mimos que lhe agradaram e daqueles que você preferia não haver ganhado.

E ó: um presente dado com muito caso, com carinho e com amor NÃO tem a ver com valor. Não necessariamente uma prenda que custou muito valerá mais do que uma mais barata, mas escolhida com carinho, dada com amor e comprada com muito caso.

Assim, a fim de incrementar este Post, relatarei para você algumas experiências minhas não tão boas com presentes. Como não darei nome aos bois (como dizemos aqui no Brasil) nem às vacas, espero não melindrar ninguém com minhas histórias verídicas. Preparado? Vamos lá.

Caso Nº 1 - O monte de sabonetes verdes
Alguns natais atrás, chegou até mim um dos mais desastrados mimos que já recebi. Um pacote (amassado) com um monte de sabonetes verdes - uns cinco ou seis. A marca dos sabonetes é famosa e respeitada. Contudo, estava na cara que a pessoa deu por dar. Sem cuidado ou carinho algum na escolha. Fiquei olhando para aquilo, que gritava para mim: "Eu não fui escolhido. Na verdade, a pessoa que me deu a você fez uma compra acima de tantos Reais e me ganhou de brinde. Aí, decidiu me passar para frente e eis que cheguei a suas mãos...".

Internauta: ninguém é bobo. Sabemos quando alguém gastou tempo conosco e quando não gastou. E o melhor do presente é justamente isto: o carinho e o tempo que despendemos ao escolhê-lo.

Caso Nº 2 - O alfinete dourado
Acredite se quiser: já ganhei um alfinete gigante. Se você estiver acima dos 25 ou 30 anos, talvez lembre que, décadas atrás, estava na moda usar alfinetes dourados em paletós ou blusas, como se fossem broches. Não gosto de bijouterias douradas - embora tenha algumas - e evidentemente o alfinete era tão grande, que ficaria ridículo em mim - sou mignon, lê-se: baixinha. Porém, o pior não foi o conteúdo, e sim, o embrulho.

Quem estava me "presenteando" entregou-me uma caixa verde rasgada - isto mesmo: rasgada - com o tal alfinete quase caindo no chão, junto a seguinte desculpa: "Está assim, porque minha filha rasgou...".

Eu me senti ofendida. SE você tem uma criança com menos de dois anos de idade, por gentileza, não coloque nada que possa ser destruído nas mãos dela. Fiquei olhando para aquilo: um embrulho despedaçado com um troço dourado pendendo dele. (Não contarei aqui o que fiz com o alfinete...)

Caso Nº 3 - A peça cor da pele
Sabe aquele pessoa que trabalha em uma farmácia e, de vez em quando, sai distribuindo entre amigos e parentes amostras de pastas de dente, condicionadores e cremes, que recebeu gratuitamente?

Pois uma vez ganhei de alguém, que trabalha em uma rede de lojas, uma peça íntima "cor da pele" que visivelmente não era o meu número e estava embalada displicentemente em um saquinho vermelho. Nota: quem me deu não teve nem o cuidado de desvirar a peça do avesso e dobrá-la.

Caso Nº 4 - Nada
Caro internauta: pode parecer que sou mesquinha - e talvez seja mesmo. Contudo, é inadmissível você ter uma boa condição financeira e simplesmente não dar nada. Isto mesmo: nada. Nada de Natal a seus entes queridos.

SE você sabe e espera que seus parentes lhe darão "alguma coisinha", como é possível você - que notoriamente é muito bem empregado e reconhecidamente não está passando por nenhum problema financeiro - dar de ombros e entregar nada às pessoas que lhe são (ou deveriam ser) queridas?

Pois isso aconteceu. E me senti com raiva e frustrada. Pode me julgar, dizer que a gente deve dar sem esperar receber. Entretanto, venhamos e convenhamos: tanto você como eu sabemos que é Muito Gostoso ganhar presentes. E tem certas pessoas, muito próximas a nós, de quem esperamos nem que seja uma garrafa de vinho ou uma caixa de bombons. Receber nada delas é acintoso.

**********************

 
Poderia estender-me aqui e contar O caso das meias antiderrapantes, etc., mas são histórias que não ocorreram comigo, e sim com os outros. Não seria correto. O que relatei vitimou a mim mesma. E não foi nada agradável.

Agora, apronfundarei um outro ponto. Meu marido e eu não somos ricos. Este ano está apertado (como dizemos aqui no Brasil) e a chance de nossos entes queridos receberem "um vinho ou uma caixa de bombons" é enorme. Porém, como afirmei linhas atrás, não é o custo financeiro que dá o valor de uma prenda. E sim o investimento do nosso tempo e a doação do nosso amor.

O que não pode de jeito algum, além de darmos mimos com muito pouco caso, é sacrificarmos os nossos rendimentos, colocando agradar os outros acima das nossas possibilidades financeiras.

Anos atrás, assisti em um telejornal aqui no Brasil - se não me engano, do canal SBT - a uma reportagem sobre as despesas de todo início de ano: impostos para o governo municipal, matrículas do colégio das crianças, etc.

Então, o repórter entrevistou uma mulher que, embora fizesse graça disto, admitia que torrou todo o 13º Salário (pagamento adicional que os empregados em meu país costumam receber no 12º mês do ano) em presentes para parentes no Natal. E ficou quase sem nada no bolso ou no banco. O repórter lhe perguntou: "Mas a senhora e seu esposo deram presentes a muitas pessoas?". Ela respondeu: "Ah, sabe como é... Dá pra um, tem que dar pra todo mundo...".

Nunca me esqueci disso. E alertei o meu marido: por mais que amemos muita gente e nossa vontade seja dar mimos para todo mundo, isso está fora da nossa realidade. Só damos conta de presentear os mais próximos. E não tem por quê "fingir", querer "jogar com as aparências", tentando exibir para os outros uma condição que não temos. Isso seria a bobeira das bobeiras, concorda?

É isso, caro internauta. Espero que essas minhas considerações tenham agradado ou estimulado você!

Não deixe de repetir o gesto dos magos, que ofertaram dádivas tão bonitas ao Menino Deus! No entanto, cuidado para não pôr em risco a saúde do seu orçamento a ponto de chegar a janeiro de 2011 com dívidas tremendas!... Isso não é recomendável nem inteligente, certo?

Fique na Graça de Deus!! Saúde e Paz!!

Ah: como me referi algumas vezes a Jesus como Menino Deus, deixo você com a letra da canção Menino Deus, de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, à qual já me referi em outro Post: Uma nota (2, 3, 4...) sobre a Alegria!. Ela tem tudo a ver com esta época do ano!

Raiou, resplandeceu, iluminou
Na barra do dia o canto do galo ecoou
A flor se abriu, a gota de orvalho brilhou
Quando a manhã surgiu
Nos dedos de Nosso Senhor

A paz amanheceu sobre o país
E o povo até pensou que já era feliz
Mas foi porque
Pra todo mundo pareceu
Que o Menino Deus nasceu

A tristeza se abraçou com a felicidade
Entoando cantos de alegria e liberdade
Parecia um carnaval no meio da cidade
Que me deu vontade de cantar pro meu amor!...


Fotografias de Petr Kratochvil


~Ana Paula~A Católica
Importante:

Todos os Poemas escritos e publicados no Blog acatolica.com
são sistematicamente registrados
junto ao Escritório de Direitos Autorais (EDA)
da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro (BRASIL).

Um comentário:

  1. Ana Paula, vc tem razão em tudo. Dar presentes envolve elegância e há os que a tem e outros simplesmente nem conhecem isso. Eu sempre gosto de lindas embalagens e belos cartões. percebe-se mesmo a dedicação e o desmazelo. Adorei seu post. Parabéns e aquela foto então atiça mais a vontade de ganharmos. Aqui em casa optamos pelo amigo secreto. Fica bem mais ligth no bolso e todos ficam contentes. Beijão!

    ResponderExcluir

Seu comentário é muito bem-vindo! Obrigada por participar.