24 de novembro de 2010

Sou pecadora SIM e com orgulho!

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A Católica comenta mais um (bom) livro católico
que você não pode deixar de ler!

Meditando com pecadores e pecadoras do evangelho - Paulus

Quem constuma conversar comigo, sabe do meu Imenso Amor e Admiração pelo Padre Léo - sobre quem vira e mexe, mexe e vira falo aqui, nos Posts d'A Católica. E como não viver apaixonada por esse Ser Humano Espetacular, que conheci graças à programação da TV Canção Nova? Pois foi com ele, Padre Léo, que aprendi a assumir a minha condição de pecadora, a não me envergonhar dela e, sobretudo, a encontrar os meios de superá-la.

Durante minhas andanças por livrarias católicas (as minhas preferidas), meu olhar sempre foi atraído para esta obra: Meditando com pecadores e pecadoras do evangelho (Paulus, 2003). Folheava-a e nunca a levava para casa, porque pensava comigo mesma: "Deus me livre! Que livro bobo! Quero aprender com santos, com gente do bem, e não com pecadores!". Contudo, como eu disse linhas arriba, quando a gente conhece Jesus Cristo e a Sua missão através dos ensinamentos e da sabedoria do Padre Léo nunca mais é a mesma pessoa.

Levei o livro para casa. E não me arrependi. Muito pelo contrário: devorei-o em 4 ou 5 dias. Simplesmente excelente e, justamente por isso, indico-o para você, a fim de que queira lê-lo também!

Vamos a sua estrutura. Vale reproduzir aqui a reflexão de seu autor, José Bortolini, logo na Introdução:

São meditações, não estudos. Com isso quero começar a resgatar um costume antigo enquanto remédio para este mosso mundo apressado, doente e esquizofrênico. A experiência me tem demonstrado que as pessoas capazes de meditar encontram facilmente o próprio eixo; as que não meditam, cedo ou tarde se arrebentam e, às vezes, antes disso arrebentam os outros.

Assim, a obra traz 7 meditações, inundadas de ensinamentos: com Mateus, o cobrador de impostos (Mt 9, 9-13); com a "pecadora" (Lc 7, 36-50); com a adúltera; com Zaqueu; com o samaritano; com o filho irresponsável e com os cobradores de impostos e prostitutas.

Na primeira meditação, o autor pondera: "Mateus, os cobradores de impostos e pecadores reconheceram a necessidade de cura. Tinham fome e sede da justiça do Reino". Por outro lado, os fariseus, "considerando-se 'justos', (...) fecham as portas ao chamado de Jesus, sua intimidade e solidariedade".

Uma nota: fariseu, de acordo com Bíblia da Editora Vozes, é o nome do "partido religioso judaico, cujos membros se dedicavam ao estudo e observância da Lei mosaica e suas tradições. (...) Jesus condenava não a doutrina mas a hipocrisia e soberba dos fariseus que os levava a desprezar a massa 'ignorante'".

Na segunda meditação, com a "pecadora" (a qual cheguei a abordar no Post Amando Jesus INTENSAMENTE), José Bortolini nos incita a "manifestar amor [a Nosso Senhor] do jeito que sabemos fazê-lo, sem preconceitos".

Com a adúltera (Jo 8, 1-11), somos notificados de que, apesar de Israel associar "velhice e sabedoria", "quanto mais avançamos na idade, mais pecadores nos tornamos". E não é que isso (infelizmente) é verdade?

Na meditação com Zaqueu (Lc 19, 1-10), o autor afirma que, no Evangelho de Lucas, ele "é o único que faz o que João Batista pediu como preparação para acolher ou 'hospedar' o Messias: 'Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem. E quem tiver comida, faça a mesma coisa' (Lc 3, 11)". Ao meditarmos com o samaritano (Lc 10, 25-37), somos alertados: "Jesus (...) passou pelo menos uma noite ao relento (veja Lc 9, 58). Quem pretende ser discípulo dele tem de fazer as contas também com a rejeição, sem partir para a revanche".

Nessa mesma meditação, a maior lição do livro para mim:

O samaritano, herege e pecador, mostrou aos funcionários do culto e a todos a verdadeira religião, encontrando Deus no próximo caído - mesmo que seja o inimigo número um - e isso fora do espaço sagrado, no caminho. (...) Jesus manda fazer como o samaritano que se pôs a caminho para, nas surpresas sofridas da caminhada, encontrar o próximo e, servindo-o, encontrar Deus e prestar-lhe o verdadeiro culto.

Com o "filho irresponsável" (Lc 15, 11-32), cuja história é mais conhecida como A Parábola do Filho Pródigo e é - segundo Bortolini - o coração do Evangelho de São Lucas, somos levados a meditar "sobre o que fazemos ou fizemos com nossa liberdade, dom supremo de Deus às pessoas". Na 7ª e última meditação do livro, conhecemos sua grande mensagem:

Os filhos primogênitos de Deus são os pecadores mais detestados pelos "homens de bem". (...) E note-se outro detalhe: esses pecadores não pertencem ao pessoal do Templo, nem o frequentam. São excluídos, mas é com eles e a partir deles que o Reino vai sendo construído. (...) Há séculos os profetas mostraram que culto desligado da vida, sem envolver a vontade, é vazio, fumaça que se desfaz.

A leitura é simplesmente deliciosa! Não só a linguagem de José Bortolini é acessível, como ao longo da obra vamos aprendendo também os diferentes modos de narrar em cada evangelho.

Na página 24, o autor expõe: "o Evangelho de Mateus é o único a citar Oseias 6,6". Na 50: uma "característica de Marcos: nesse Evangelho, os discípulos sofrem de ignorância crônica permanente em relação à pergunta (...) 'Quem é Jesus?'". Na 60, informa: "Lucas e João são os Evangelhos que resgatam os samaritanos de um preconceito moral de séculos". E, na 83: "a justiça do Reino é o motor do Evangelho de Mateus, e Jesus só será bem entendido se for reconhecido como o Mestre da Justiça que faz o Reinado de Deus acontecer".

Bortolini também esclarece alguns pontos importantes.

Na página 20, ensina que "para o povo da Bíblia, a casa representa a hospitalidade e, sobretudo, a intimidade", portanto, ao entrar na casa de Mateus, Jesus era "hóspede de um pecador. Os dois se tornaram íntimos". Na 43, sublinha que "pôr Jesus à prova é, em todos os Evangelhos, uma das características dos fariseus. Mas é também uma característica do Diabo ou Satanás, quando tenta Jesus".

No final de cada uma das 7 meditações, o autor indica Salmos que ajudam tanto a meditação em si, quanto a oração que acabamos sendo levados a dirigir a Deus, depois de pensar tanto os pecadores dos evangelhos quanto a nossa própria vida de pecadores inveterados que somos!...

... Enfim, não só com os acertos dos santos, mas também com os que pecam, nós todos temos muito a aprender! Saúde e Paz!! Boa degustação literária para você também!

~Ana Paula~A Católica
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