24 de outubro de 2010

Você pensa em COMO estará depois da sua morte?

Uma princesa alemã escreveu em um diário
suas conversas com Almas do Purgatório.
Algumas mulheres tinham bocas de aspecto horripilante.
A obra original foi entregue nas mãos do Papa Pio XII,
amigo íntimo da família von der Leyen

Estou lendo um livro intrigante. Talvez seja cedo para eu falar dele aqui. Mas, o que a leitura está me revelando é forte demais, portanto, não vou conseguir resistir e esperar chegar até a página 219 - a última. Estou na 90. Meu marido se queixa, porque, ao lê-lo, é inevitável: vou logo soltando "Oh! Oh! Oh!", estupefata com o que vou descobrindo.

A essa altura, você deve estar curiosa (ou curioso): afinal, que bendito livro é esse?...

Pois bem. O título é Conversando com as Almas do Purgatório (Ave-Maria, 1996). Trata-se da transcrição do diário da princesa alemã Eugênia von der Leyen (1867-1929) que, entre 1921 até poucos dias antes de sua morte, em janeiro de 1929, recebeu visitas das almas.

Poucas, iluminadas; muitas, como ela descreve em suas anotações, "de aparência desleixada", "fisionomia desagradável" ou "que exala maldade", "olhos abomináveis", "cabelo desgrenhado", "aspecto repugnante" e que davam "gemidos pavorosos". Na página 69, a princesa relata: "Leva sempre algum tempo até que uma Alma do Purgatório não assuste mais, devido ao seu aspecto horroroso (...)".

Cometi a besteira de começar a ler o livro na noite de sexta-feira e custei a pegar no sono!... Nem para me levantar, a fim de ir ao banheiro ou tomar um pouco de água, tive coragem.

Porém, mais do que a feiura das almas (que chegavam a causar asco na princesa, além de grande pavor), o que me impressiona na leitura do diário é a resposta que elas dão, quando Eugênia von der Leyen as pergunta: "Por que estás vagueando por aqui em vez de encontrar paz?"; "O que é que tens feito? Responde, por favor"; "Por que tu sofres?". Vou enumerar algumas das respostas dessas almas, cujas aparições a princesa descreve como "repugnantes". Veja, por si, se não são estarrecedoras.

1 - De uma freira, Eugênia indagou: "O que queres que eu faça?". A aparição declarou: "Deixei de enviar vinte marcos às Missões". Eu (Ana Paula) fiquei pasma e até soltei uma exclamação! Ir para o purgatório porque desviou dinheiro?... Segundo a princesa, a alma da freira "tinha olhos grandes, escuros e muito tristes" e "parecia não ter braços". Eis a nota do livro:

Ao ler essas linhas, muitos ficam surpresos e comovidos ante o fato de alguém, por causa de vinte marcos, tivesse que sofrer tanto. Parece que tais leitores se enganam, pois não se esclarece qual a razão do sofrimento da freira nem se mencionam os pecados que a levaram àquela situação. Em todo caso, aqueles 20 marcos são sinal de sua maneira errada de viver.

Por ela, Eugênia enviou a quantia às Missões e "foram rezadas santas missas".

2 - A uma mulher, que a princesa descreve "de aspecto desagradável" e como uma "figura detestável", ela perguntou: "Em nome de Jesus, ordeno-te que me respondas: 'Por que estás vagueando por aqui em vez de encontrar a paz?' - 'Matei meu filho.' - 'Como te chamas?' - 'Margarida.' - 'Será rezada por ti uma santa missa. Não me esquecerei de ti. Não precisas vir nunca mais.'".

3 - Durante um verão, por três vezes, Eugênia von der Leyen viu "andar de um lado para o outro, uma senhora cujo rosto manifestava uma tristeza inexprimível". Ela continua: "Quando a interroguei, respondeu apenas: 'Ninguém reza por mim'". (!!) Uau, cara/caro internauta: quanto sofrimento às almas evitaríamos, se nos lembrássemos de rezar por elas, não é mesmo?

4 - Sobre a alma de uma governanta, de nome Babette, a princesa relata:

Anda de roupas rasgadas. E sofre da boca, mas não sei o que é, pois não o observei distintamente. (...) Sua fisionomia é muito desagradável. Ela curvou-se sobre mim. Sua boca abominável é como uma grande úlcera; o lábio inferior, totalmente preto; os olhos, sumamente antipáticos. (...) Ela gostaria de expressar-se por palavras, mas também não consegue. (...) Sua boca é um horror.

Poucos dias depois:

... Perguntei: "És uma condenada?" Fez que não meneando a cabeça. Continuei: "Eu te conjuro, dize-me o que queres! Não te quero mais ver". Saíram dela, então, alguns sons quase ininteligíveis: "Vigário... Sempre mentindo a ele". (...) Exclamei: "Dize-me outra vez o que disseste a respeito de mentiras!". Ela chega pertinho de mim e diz em voz bem clara: "Tenho de sofrer. Tenho caluniado, tenho mentido muito; dize isso ao vigário".

A respeito dessa mulher, eis a nota do livro:

O pároco Sebastião Wieser [confessor e diretor espiritual da princesa Eugênia, por cuja iniciativa ela escreveu o diário sobre seus encontros com as almas] conhecia bem a falecida (Bárbara Z.) quando viva. Disse ele que ela fora uma mulher solteira, aparentemente piedosa, mas muito histérica e sensual, que escrevia longas cartas aos padres e caluniara um deles do modo mais maroto e astuto possível. Por fim, ela morreu ao dar à luz [um ano antes da aparição à Eugênia].

5 - Sobre a alma de um homem que morreu de varíola, poucos anos antes de procurar a princesa:

Perguntei: "Por favor, o que tu queres?" - "Ajuda!" - "Por que tu sofres?" - "Porque não fiz bastante penitência dos meus pecados". À medida que os encontros dos dois e as orações que faziam se sucedem, Eugênia, por fim, interroga-o: "O que te aproveita mais da minha ajuda?" - "Tomar parte na missa."

Isso, eu já ouvi dizer: a melhor forma de ajudar as almas é participando do sacrifício da Santa Missa, onde a comunidade reunida, a Igreja peregrina, intercede pela Igreja padecente, o Purgatório.

6 - Às almas de duas mulheres que sempre estavam na igreja que frequentava, a princesa Eugênia indagou: "Por que estais sempre aqui?" - "Porque demos escândalos." - "Quem éreis em vida?" - "Éramos irmãs." A princesa continua: "Sumiram. Têm má fisionomia. Seus olhos parecem penetrar como punhais".

7 - A respeito de uma mulher chamada Catarina, Eugênia conta:

Essa mulher é abominável. É, sobretudo, sua boca que é horrorosa; está muito inchada e é simplesmente nojenta. Está furiosa; seu vestido é um farrapo cinzento. (...) Rezei com ela a oração da manhã e, em seguida, ela se foi. (...) A expressão de seu rosto é execrável. Não reage a nada, mas quando rezo, mantém-se tranquila. Sua boca é medonha; é apenas um inchaço vermelho purulento. Tem cabelo preto, desgrenhado. Todo o seu aspecto é sempre inominavelmente sinistro.

Com o passar dos dias, das visitas e das orações, a princesa escreve no diário: "Parece [a alma de Catarina] tornar-se mais clara e mais pura. Cresce minha coragem. Quanto mais sacrifícios faço por ela, tanto mais alívio ela sente e tanto mais se torna minha amiga".

Entretanto: "Finalmente, ela [Catarina] está em condições de falar. Recomeçou a andar pelo quarto, agitada, muito inquieta, quase como louca repetindo sem parar: 'Sem paz, sem paz!'". Um dia, essa alma interrogou Eugênia: "'Queres sacrificar-te ainda por mim?' - 'Quero; o que mais posso fazer para te ajudar?' - 'Dar-me a paz.' - 'Como posso te dá-la?' - 'Pelo amor!'". E então:

Catarina veio a uma [hora] da noite. Longamente, rezamos juntas. Perguntei-lhe: "Podes dizer-me o que tens na boca?'"- "Vês isso?"- "Sim. Dize-me por que tua boca sofre desse jeito." - "Eu sempre desuni os homens." E começou a soluçar terrivelmente. Disse-lhe: "Tenho muita compaixão de ti. Ainda tens que sofrer por muito tempo?" - "Tenho!"

Mais à frente:

Durante muito tempo esteve comigo minha querida Catarina. Perguntei-lhe: "Por que sofres no purgatório já há tanto tempo? Fizeste muito pecado por tua fala?" - "Fazia, e não me arrependia e não me confessava." - "Como foi que te salvaste [do Inferno]?" - "Eu costumava dar esmolas."

Cara/caro internauta:

Essas 90 páginas do livro, que degustei até agora, deram-me o que pensar.

Pensei, por exemplo, no uso que faço da minha língua, da minha boca. Se não tenho me referido aos outros, numa conversa, com apelidos depreciativos, tipo: "Aquela vaca!" ou "Aquela velha!" ou "Aquele vagabundo!".

Se eu não fui "leva e traz", aproximando-me de uma conhecida para relatar, tintim por tintim, o que outra pessoa falou a respeito dela, criando assim, antipatias e inimizades...

Se não acabei jogando uma pessoa contra a outra, ao dizer: "Nossa, Fulano! Deixe de ser bobo, você está sendo explorado! Eles nem gostam tanto assim de você...".

Se, em vez de ficar calada, quando eu não tinha nada de bom a dizer, acabei fazendo comentários desdenhosos, que abateram o meu próximo...

Se muitas e muitas vezes, ao fofocar para outras pessoas o infortúnio de alguém, eu não fiz isso com uma pontinha de satisfação, pensando no meu íntimo: "Bem-feito!".

E, também, se revelei a terceiros o segredo que um conhecido me confiou, frisando, com cinismo: "Estou lhe contando isso que o fulano me confidenciou, porque 'confio em você'. Vê se não vai passar para frente!...".

Fiquei pensando se, quando eu morrer, não estarei com a boca abominável, com uma grande úlcera, medonha, inchada e purulenta como as almas da governanta Babette (ou Bárbara Z.) e de Catarina.

Convido você, internauta, a fazer esta mesma reflexão: que aspecto você e eu teremos, depois que partirmos deste mundo? Que cara terá a nossa alma?

Oração pelas almas
(Conversando com as Almas do Purgatório, Ave-Maria)

Misericordiosíssimo Senhor, Vós quereis que rezemos pelas almas.
Por isso, pelas mãos puras de Maria,
Vos oferecemos todas as santas missas
que hoje serão celebradas em Vossa honra
e pela redenção das Almas do Purgatório.

Humildemente Vos pedimos
que os méritos copiosíssimos de Vosso mui querido Filho
paguem as culpas das pobres almas
e que delas tenhais compaixão. Amém.

Saúde e Paz!!


Fotografia de Talia Felix (Click The Image)

~Ana Paula~A Católica
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3 comentários:

  1. Tenho este livro e o li já todo. É impressionante. Tenho também alguns outros textos sobre as almas do purgatório: um deles é de uma freira baiana, Madre Vitória da Encarnação, que no século XVIII tinha visões místicas das almas do purgatório, às quais dedicou grande parte de sua vida monástica. Tenho um blog em que coloco alguns textos sobre os Novíssimos para meditação: é só acessar http://quodlibeta.blogspot.com

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  2. OLA .EU JÁ LI O LIVRO DA PRINCESA EUGÊNIA. É MUITO BOM.
    NÃO SEI SE VOCE CONHECE O LIVRO DA MÍSTICA VASSULA RYDEN.É UM LIVRO EXCELENTE ONDE ELA CONTA ALGUMAS EXPERIÊNCIAS COM AS ALMAS, NO SEU PRIMEIRO VOLUME.O EXCELENTE LIVRO "A VERDADEIRA VIDA EM DEUS "PODE SER PEDIDO POR 15 REAIS PARA:

    Associação A Verdadeira Vida em Deus (José Beneval Rosa),
    Rua Ministro Calógeras, 390, ap.306 - CEP 89201-500 - Joinville - SC, Brasil
    (Tel/Fax: (047)3422-5587
    email: ben.rosa@pop.com.br

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  3. Paz e bem, irmaos em Cristo, parabéns por este trabalho maravilhoso, esta é a primeira vz q venho aqui, agora descobri esta fonte de aprendizado, me colo como aprendiz, mas como muita, muita vontade de aprender mais e mais sobre a nossa fé catolica, q a Santa mãe de Deus voz abençoe e cubra-vos com seu manto. ABCS

    Saude e paz

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