21 de outubro de 2010

Presos na Roda Gigante da vida

Somos como este bebê: atados à rotina e perplexos por não sairmos desse lugar.
Contudo, algumas vezes, tudo parece tão novo:
são as surpresas - surpresinhas - que a vida reserva à gente!

Nota: Estou revendo textos antigos, escondidos em um envelope no armário. Alguns (creio) são interessantes e vou dando-os à luz aqui n'A Católica. Este, por exemplo, escrevi em 10 de dezembro de 2006. Parece sem esperança, mas, no fundo, expõe uma verdade. Boa leitura!


Hoje, descobri que movimento os músculos das costas ao mastigar. Achei o máximo. Pensei que mastigar e engolir fossem atos exclusivos e isolados da boca, da língua, dos dentes, do pescoço. Não sabia que repercutia em todo o meu corpo.

Incrível como que, aos 30 anos, continuamos a descobrir coisas e o mundo pode ser - ainda que por um instante tão breve - uma grande novidade. E não este tédio repetitivo cotidiano automático previsível rotineiro sem fim.

Noutro dia, vi na TV um bebê encantado com a descoberta das próprias mãos e com as bolinhas que fazia com a baba na boca. Tadinha! Em poucos anos, baba, pelo, membros, sêmen, tudo não passará de velhos conhecidos que, dia a dia, passearão consigo (conosco) na roda gigante da vida - até o momento em que ela parar.

A vida é uma roda gigante: dá vertigem, mas está sempre no mesmo lugar. A coisa mais importante no mundo é O DEVER. Sem cumpri-lo, você está morto socialmente. E, por cumpri-lo, você morre internamente. Diariamente. Num tédio repetitivo cotidiano automático previsível rotineiro sem fim. (A não ser, por um instante tão breve.)


Fotografia de Jiří Dokoupil (Click The Image)

~Ana Paula~A Católica
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