4 de outubro de 2010

A mídia devia dar mais espaço à vida dos Santos

Teresona: a Santa Apaixonada.
Os jovens, todos nós deveríamos almejar ser como ela,
São Francisco e Santa Teresinha: ao buscar a própria Felicidade
e Realização, acharam Deus (ou seria o contrário?)

O mês de Outubro reserva grandes surpresas. A maior delas é que nele se celebra três santos de minha devoção: no dia 1º, a francesinha Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face; hoje, dia 4, o Pobrezinho de Assis, São Francisco, e no dia 15 a grande, imensa, Teresa de Ávila ou, como ela gostava, Teresa de Jesus, ou, como Padre Léo a chamava para diferenciá-la de outras Teresas santas e tantas, "Teresona".

Se você ainda não sabe, retornei à Igreja Católica em setembro de 2007. Mais exatamente em 15 de setembro de 2007, quando procurei o padre da Paróquia vizinha à minha e me confessei, depois de zilhões de anos afastada.

Minha volta começou em 2003 ou 2004, quando resolvi dar um pulinho na capelinha ao lado do Estacionamento Santo Antônio, na Rua São Paulo, no centro de Belo Horizonte, para acender uma vela de R$ 0,30 e pedir algo que o santinho português atendeu pouco tempo depois.

Em 2005, fiz uma solicitação premente a Santo Expedito, que me mostrou que não tem esse nome "cheio de urgência" à toa. Fiquei realmente impressionada: os santos são verdadeiros advogados. Pedimos, eles recorrem a Deus em nosso nome e o Pai nos Céus atende. Mesmo. É lindo e comovente ter uma prece atendida. Uma experiência intensa.

Agora, quem "arrombou" as portas da Igreja para eu entrar, ou melhor, retornar de cabeça erguida e com um sorriso enorme no rosto foi Santa Teresa de Ávila. A Teresona.

Em 2005, li uma biografia interessantíssima dela, escrita por uma jornalista e publicada pela editora Objetiva: Teresa - A Santa Apaixonada. Por causa desse título, cheguei a confundir a imagem dessa santa espanhola com a de Teresinha, que carrega um crucifixo rodeado de flores. Como Teresona é a "apaixonada", eu achava que ela é quem deveria portar o crucifixo cheio de rosas!...

Li o livro, que não tinha nenhum cunho religioso, e sim "investigativo", duas vezes seguidas. Fechei-o e, imitando Edith Stein, que se tornou Santa Teresa Benedita da Cruz (eu não disse que a Igreja era cheia de "Teresas"?), declarei: "Eis a verdade". Nota: Edith Stein era judia e converteu-se ao catolicismo depois de ler O Livro da Vida, de autoria da santa espanhola. Ao terminar a leitura, fechou a obra e declarou: "Eis a verdade".

Eu queria amar a Igreja Católica como Teresa de Ávila amava!... Eu queria ser apaixonada por Deus, pelo ato de Orar, como ela era!... E, sobretudo, queria ter a disposição que ela tinha para arregaçar as mangas e... Trabalhar!! Orar e Trabalhar - o lema de São Bento. Quis ser como ela. Até hoje quero.

Quando vejo um bando de adolescentes querendo ser uma dessas cantoras, atrizes ou modelos famosas (eu mesma já quis ser tantas - noutro dia, até escrevi um Post Quero ser Marisa Monte), bem, dá vontade de saltar na frente delas e falar: "Meninas, conheço mulheres maiores, mais lúcidas, mais mágicas, mais sensíveis que todas essas que vocês tentam imitar a todo custo!!!".

Se a mídia ressaltasse a escolha que as mulheres santas fizeram, certamente teríamos outros santos, mais santos, em vez de tantos jovens aparentemente vazios, individualistas e materialistas. Os exemplos que a juventude tem, que os meios de comunicação trazem, são de "artistas" exibindo seus carrões, suas mansões e entrando e saindo da cadeia por posse de drogas. Parece que consumir cocaína - como o fazem algumas celebridades estrangeiras - é "chique".

Devia haver mais e mais e mais filmes que mostrassem a vida de cada santo da Igreja Católica, por exemplo. Como seria admirável e que influência teria assistir à (re)filmagem da vida de Teresa de Ávila, de como ela se transformou de vaidosa e fútil em uma pessoa orante e ousada. Uma mulher que no século XVII esteve à frente da construção de cerca de 16 conventos!

Que lindo seria também assistir a grandes diretores de cinema darem a sua própria versão da vida inacreditável de São Francisco de Assis.

O santinho italiano, jovem ainda, abriu mão da vida de luxo ao lado do pai comercialmente bem-sucedido para aventurar-se nas veredas da Graça de Deus. Para procurar e esforçar-se por cumprir a Vontade Dele. Choramos quando "perdemos" um carro, um emprego, como se isso fosse essencial para nos fazer quem somos. Francisco perdeu tudo isso e ganhou a Deus e a si mesmo.

Com este Post, quero homenagear os Franciscos e Teresonas anônimos que há por aí e que, infelizmente, não encontram espaço nas revistas, nos jornais, na TV nem nos grandes portais na Internet.

Gente que renunciou às soluções fáceis, à comodidade, à previsibilidade e arriscou tudo para Ser Feliz De Verdade. E quando nos esforçamos para Ser Feliz De Verdade é inevitável: Fazemos os Outros Felizes Também. Isso é Ser de Deus! Isso é Ser Santo! Como assegurava Padre Léo: Ser Santo é Ser Melhor para o Outro, e não do que o Outro!

Em especial, quero homenagear a minha prima Bárbara Kelly, a quem carinhosamente chamo de Barbarella ou Barburinha.

Ainda desconheço os detalhes, mas soube hoje que ela deixará o Brasil para fazer uma experiência de alguns meses em Cabo Verde, no continente africano. Recém-formada em Jornalismo, e enfrentando as dificuldades inerentes para se colocar no mercado de trabalho, minha prima não se abateu: arregaçou a mangas e encontrou uma forma de alastrar seu horizonte de conhecimento.

A ela, os meus Parabéns.

E você?

O que está esperando para se mexer e voar atrás dos seus sonhos, daquilo que pode torná-lo feliz e, de quebra, fazer os outros felizes também? Isso não é egoísmo: ao irem no rasto de Deus, Santa Teresinha, São Francisco e Santa Teresa nada mais fizeram, senão correr no encalço da própria Felicidade. Sigamos o exemplo deles!! Saúde e Paz! E à Barburinha: Boa Viagem! Vá com Deus!


Imagem: La transverbération de Sainte Thérèse env. 1672, Josefa de Óbidos

~Ana Paula~A Católica
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