21 de outubro de 2010

E se o sol... Apagasse?

Está vendo o ponto brilhante, um pouco acima do filamento
de radiação ultravioleta da supermancha solar?
Conforme a Folha, "se ocorresse uma explosão,
toda a estrutura entraria em erupção"

Adoro tirar dúvidas de português no site do jornal Folha de S. Paulo. Fui lá para conferir se "roda gigante" se escrevia com ou sem hífen e eis que me deparo, na página principal, com uma foto linda e azulada do Sol. Uau. Adoro o sol e suas tempestades solares - a notícia é que a Nasa, a agência espacial norte-americana, fotografou uma supermancha solar na hora em que ela "lança labaredas no espaço" (reproduzi a imagem desse instante n'A Católica, acima).

Observação: segundo o site do Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina, manchas solares são manchas na superfície do sol ou regiões de campos magnéticos fortes. A formação delas não estaria "totalmente desvendada".

Bem, depois que li que muitos cientistas (muitos mesmo, de acordo com a seção de ecologia do Blog do Professor Felipe Aquino) estão certos de que o que mais influencia o clima aqui na Terra são os eventos na nossa estrela-mor, vulgo Sol, aí é que fiquei mais fã dele! Quero dizer: TUDO o que se passa no sol me interessa. E muito.

Conforme li, ele é o principal responsável pelo suposto aquecimento da Terra - mais, muito mais do que a poluição expelida pelos automóveis e afins. O que não significa que devemos "relaxar" e poluir: afinal, meu e seu pulmão agradecem o ar mais puro, certo?

Tem um canal na TV a cabo, não sei se o Discovery ou o History Channel, que adora passar documentários de madrugada com os seguintes temas:
- "Como seria se houvesse um buraco negro no centro da Terra?" ou
- "O que seria da Terra se a lua não existisse?" e ainda
- "O dia em que o sol explodir - como toda estrela, ele também se apagará".
Interessantíssimos. Cada episódio é muito bem-realizado - há mapas e animações digitais com os eventos hipotéticos - e os cientistas entrevistados respondem com toda a sua sabedoria às questões...

... O problema, internauta, é o horário em que os programas são exibidos!... A gente vai para a cama num misto de apreensão e perplexidade: "E se o sol explodir mesmo?..." Ai, meu Deus! (Noutro dia, Papai Tuti, meu cunhado, Luis Guilherme - o Lulu -, e eu discutíamos sobre esses documentários após um almoço de domingo. Fiquei aliviada ao saber que eles também têm medo! Rimos muito disso. Medo do sol... Puft! Hahaha)

Quanto mais se vasculha o mistério insondável da criação e do desenvolvimento do nosso Sistema Solar, da Via Láctea e de outras galáxias, mais assombrados ficamos com a grandeza de tudo. E aquele dito de que "não passamos de um grãozinho de areia" no universo inteiro torna-se uma verdade insuportavelmente colossal. Quase sufocante.

O ser humano, com toda a sua nobreza, conhecimento acumulado e riqueza material - da pedra lascada para a polida para o ferro para o bronze para o petróleo... - não pode com a imensidão do manto negro onde sol, lua, estrelas, cometas, asteroides e buracos negros se penduram, flutuando tranquilos e, às vezes, saltitantes como aqueles brinquedos que colocamos no alto de um berço para entreter os bebês. Girando e nos divertindo... Ou melhor: ora nos pasmando, ora nos maravilhando - como essa foto da supermancha solar.

(Diante de tudo isso, não sei mesmo como alguém pode não acreditar em Deus.)


Fotografia reproduzida da Nasa pela Folha.com

~Ana Paula~A Católica
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Um comentário:

  1. Sou professora de física e outro dia, antes de almoçar na escola em que trabalho, uma aluna minha se assustou porque fiz um sinal religioso agradecendo ao alimento. "Professora, você é católica?!" Pois é, muitas pessoas acreditam que ciência e religião são excludentes, eu não. Pelo contrário, ciência E RELIGIÃO são construções humanas para compreendermos melhor nossa estada aqui. Mas é claro que acredito mais no Big Bang que na criação do universo em sete dias do modo LITERAL como está na bíblia. É claro que lá não estariam revelados fatos como buracos negros, explosões estelares, anti-matéria. A ciência é feita por humanos na linguagem e interpretação dos humanos, portanto a bíblia não poderia descrever esses eventos. Mas, do mesmo modo, alguns outros fenômenos do nosso cotidiano não são descritos pela ciência e encontramos explicações melhores na bíblia. O que devemos fazer é saber as limitações de cada um e respeitar as crenças de todos. A propósito, já assisti a todos esses documentários descritos aí e adoraria participar de suas rodas de discussão!
    Abraços, Larissa.

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