16 de maio de 2013

Exposição em Sampa sobre os Jogos Olímpicos

Na exata medida em que as mascotes olímpicas ficaram feias,
as tochas se tornaram cada vez mais leves e "estilosas"...
Confira + de 30 fotos e outros destaques da mostra em São Paulo

Imagem: Misha, o fofinho e inesquecível ursinho mascote
das Olimpíadas de Moscou (1980) - Fotografia de Ana Paula (acatolica.com)

- Raquel.
- Ana Luísa.
- Cristiane.
- Waleska.
- Michele.
- Daniela.
- Micheline.
- Professora, acabamos de escolher os times.
- Ei, falta eu!
- Ah, é a Ana Paula...
- Escolha o time em que você quer ficar. Qualquer um.
- Ai... Tomara que ela não escolha o nosso!...

Era sempre assim nas aulas de Educação Física, nos meus tempos de colégio. Dentro da sala de aula, (quase) todo mundo queria ser do meu grupo, mas nas quadras... Ninguém me queria! Claro, eu era uma negação nos esportes. Pequena e magra, alvo fácil das jogadoras do time adversário. Além disso, não tinha força nenhuma para compensar o phisique du rôle mignon. Era a primeira a ser "queimada" e a prejudicar meu time.

Talvez por isso, não seja uma boa telespectadora de competições. Não tenho a mínima paciência para futebol, por exemplo. Acho uma chatice sem fim aqueles homens trocando passes rumo a um gol que custa a sair. Sem falar que é um tal de cair no chão a toda hora, só para "cavar" falta.

Porém, tanto despreparo e inaptidão para jogar ou ao menos para assistir a algumas modalidades esportivas não me impediram de, desde criancinha, AMAR as Olimpíadas. A esperar com ansiedade, de quatro em quatro anos, pela cerimônia de abertura dos Jogos e a me emocionar nos encerramentos. Para mim, as Olimpíadas são mil vezes melhores do que as Copas do Mundo de Futebol.

Com isso em mente é que fui levada pela minha irmã Andréa Cristina, que vive com o marido Luis Guilherme na maior cidade do Brasil, São Paulo, a visitar a incrível exposição Jogos Olímpicos.

Duas coisas me chamaram a atenção: 1) a mostra é coloridíssima. Super-atraente e 2) ela é curtinha. Em uma hora - até menos - você contempla tudo. E se diverte.

Se está em São Paulo e tem filhos a partir dos 7 anos de idade, pode levá-los sem medo e estimulá-los a ler os painéis verdes, vermelhos, laranjas e azuis, ricos em informações relevantes sobre a história da coroa de louros que os campeões recebem, da tocha olímpica que atravessa países e continentes para chegar ao local dos Jogos, da trégua durante as competições e... Das cobiçadas medalhas. Televisores espalhados também exibem imagens históricas e mais recentes.

Há vários pontos altos.

Adorei saber que o basquete foi inventado a partir de um cesto simples de pêssegos; AMEI ver de perto o vestido deslumbrante que a cantora Marisa Monte usou na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 (puxa: como ela é magrinha!...); emocionei-me com a camisa da líbero Fabi, bicampeã olímpica de vôlei pelo Brasil, e surpreendi-me com um bônus (e que bônus!): uma bola de futebol com a assinatura do rei Pelé.

Destaco ainda a longa fila de medalhas - do ano de 1896 a 2012 - e as mascotes de cada edição das Olimpíadas. Aqui, faço uma observação: por que, meu Deus, elas deixaram de ser tão fofinhas, lindinhas e carismáticas como os inesquecíveis Sam, a águia (Los Angeles - 1984), e Misha, o urso (Moscou - 1980), para se tornarem grotescas, feias mesmo, como as das Olimpíadas de Atenas (2004) e Londres (2012)?

Deus me livre de algumas criações da Arte Contemporânea. Parece que alguns artistas pós-modernos querem encher o mundo de feiura!...

Bem, fico por aqui.

Na esperança de que meu rebento Jaime Augusto, que é louco pela Jabulani da Copa do Mundo de 2010 da África do Sul, se dê tão bem nas quadras como dentro da sala de aula. Senão, que a dedicação e o heroísmo dos atletas olímpicos de todos os tempos e países sirvam para inspirá-lo a superar seus próprios obstáculos. Como me inspiram. Desde criancinha. As Olimpíadas são uma metáfora da vida. Com o bônus das medalhas de ouro, prata e bronze. E das mascotes de pelúcia, claro.

Saúde e Paz!!

Serviço: Exposição Jogos Olímpicos
Centro Cultural Fiesp . Ruth Cardoso
Avenida Paulista, nº 1.313, Bela Vista, São Paulo (BRASIL)

Até 30 de junho de 2013
Segunda-Feira, das 11h às 20h
Terça-Feira a Sábado, das 10h às 20h
Domingo, das 10h às 19h

Entrada de GRAÇA
**É permitido fotografar, desde que não se utilize flashs.**
**Bolsas e sacolas devem ser deixadas em um guarda-volumes no local.**

Confira algumas imagens exclusivas que o Blog A Católica traz da exposição:

5 de maio de 2013

A CATÓLICA no show do Paul McCartney em BH!

O cantor, compositor e pintor de Liverpool (Inglaterra)
é exemplo de vocação vivida em plenitude, mesmo na Terceira Idade.
Durante 2 horas, ele me fez sonhar... E CHORAR muito!...

The Beatles, playing for the Dutch broadcast org VARA in 1964 - Guitarpop (talk)

Paul McCartney performs in Dublin, Ireland on July 10, 2010 - Fotografia de Fiona

Foi uma experiência emocional. Quando Paul McCartney entrou no belíssimo palco armado no Mineirão (Belo Horizonte, Minas Gerais, BRASIL), entoando a primeira música que aprendi a cantar dos Beatles: Eight Days a Week; meus olhos marejaram, comecei a chorar e assim foi toda a primeira hora do show...

... Nunca imaginei que um dia estaria numa apresentação do meu Beatle favorito.

Ele ali, lindo naquele terno azul bebê, camisa branca, gravata e calça pretas. "Boa Noite. É ótimo estar aqui em BH. Povo 'bão'!...", imitando o sotaque da terra onde nasci e vivo. "Finalmente, Paul veio falar UAI!", prosseguiu, antes de entoar All My Loving. Por vários momentos, o setentão que não perde o jeitão de rapaz se comunicou conosco, em bom português, arrasando com nosso coração já conquistado.

Entre inumeráveis trocas de violão e guitarra; ajeitadas estratégicas na calça preta que teimava em descer (conforme podíamos constatar pelos telões), gingados com o quadril e sorrisos marotos para a plateia, o show de Paul foi um desfile de canções que embalaram, sobretudo, a minha adolescência, nos idos dos anos 1990: Lady Madonna; Ob-La-Di, Ob-La-Da; The Long And Winding Road; Let it Be...

... A diferença é que eu não estava no chão da casa dos meus pais, de frente para o aparelho de som, e sim confortavelmente acomodada na cadeira cinza do setor Cadeira Amarela (!!), cantando junto a milhares de fãs. Não estava mais só. E não era mero vinil ou CD. Era "o cara" ali, uma formiguinha no palco, pela distância em que me encontrava, mas um gigante naquele telão de alta definição.

A cada linda canção - Another Day (uma das minhas favoritas); Your Mother Should Know; Eleanor Rigby -, lágrimas teimosas, inconvenientes, brotavam dos meus olhos: "Pela primeira vez, estou cantando junto ao meu ídolo. Paul e esse monte de gente. E, no meio dessa gente, eu!". E eu cantei... Como cantei...

30 de abril de 2013

Post Nº 300 do Blog: carta à Viviana Paula!

Rasgue o envelope e leia junto a Minha Melhor Amiga
a carta que lhe escrevi e envio, através do Blog A Católica.

Não se avexe: sinta-se, também, um destinatário...

Trabalho de Ana Paula (acatolica.com) sobre imagem de Karen Arnold

Shailen e a esposa gravidíssima: Viviana Paula
África do Sul - 1º de Maio de 2013 - Arquivo de Família

Belo Horizonte, 30 de abril de 2013.

Fofinha do Meu Coração,

Cadê você? Achei que fôssemos trocar mais figurinhas durante a sua gravidez... Já sei: estar grávida e ser enfermeira coordenadora e professora de universidade não é mole, certo? Falta tempo para tudo e, sobretudo, para o principal: descansar. Esta, Deus "vai ficar me devendo": beijar a sua barrigona de grávida. Barrigona que, quando era barriguinha na largura e no comprimento, eu não cansava de beijar. Meu bebê vai ter um bebê!...

E aí? O pimpolho ou a pimpolha continua mexendo muito? Eu passava horas (eu disse horas) dos meus dias quietinha na cama, paradinha, porque li - e como eu li durante a minha gravidez!... - que desse jeito a mãe consegue perceber mais os movimentos do neném. OK. O nome correto é "feto". Mas, para mim, já era o meu Jaime Augusto. De ponta cabeça, com os pezinhos já esmagando o meu coração...

Lembra que da última vez em que conversamos eu disse que queria que "ele já estivesse na faculdade"? Hahahaha Esse sentimento passou. Coisa de mãe cansada. Você vai ver: Mamãe Gali diz que filho nos chupa até o osso e lambe os buraquinhos dos olhos e ela está correta. Vai ver que por isso o Dia das Mães é a segunda data de maior faturamento do comércio (a primeira é o Natal): todo mundo grato pelo trabalhão que as mães têm para criar uma criança.

E aí? Já pode se considerar mãe, viu? O que vai ganhar, então, de Dia das Mães do Papai Shailen? Eu pedi ao Farney um DVD sobre a vida de Santo Agostinho, porém, mudei de ideia e vou querer um livro sobre ele: Compreender Agostinho, da editora Vozes. É...

... Continuo viciada em ler! Hoje mesmo o pessoal daquela loja que adoro, Tok e Stok, veio aqui em casa instalar a nossa quarta estante! Todas cheias de livros. Quando Jaime Augusto vai pra cama, Farney e eu vamos pra mesa do "quarto de estudos". (Achou que eu ia dizer outro lugar, hein, danadinha? Hehehe) Ele devora os livros de Direito. Eu, os de Teologia. E pensar que nos conhecemos, cerca de 13 anos atrás, numa biblioteca! Hahahaha

23 de abril de 2013

Um Post sobre dinheiro... E felicidade

A atriz Marilyn Monroe disse uma vez: "Não estou interessada em dinheiro,
só quero ser maravilhosa". É uma bela meta de vida.
Porém, pessoas que conheço têm apenas uma: (muita) grana no bolso

(Imagem: Marilyn Monroe - Fotografia de 1962, por George Barris)

Me deram meia hora para escrever alguma coisa sobre qualquer coisa. Então, vamos lá. Fico imaginando como deve ser estranha a vida sem a perspectiva do Céu, do Eterno, de Deus. Se não fosse a minha fé, eu já teria desistido há muito... De muito. Falo nisso, porque nos últimos dias chegaram notícias realmente chatas até mim. Brigas, desentendimentos, separações. Não julgo. Nem digo que foi fraqueza dos outros: os Céus bem sabem como é árduo conviver e relacionar.

Se me perguntassem qual a raiz de todo o mal, eu responderia que são três: falta de fé, ter o dinheiro como meta principal e as pressões alheias. E está tudo interligado.

Anos atrás (bote anos atrás nisso), li uma frase da atriz norte-americana Marilyn Monroe que até hoje, sem querer, norteia a minha vida: "Não estou interessada em dinheiro. Só quero ser maravilhosa". Eu tinha nove anos de idade, vi essa frase estampada numa das edições da revista Manchete, da Bloch Editores, que meu avô João Câncio comprava com regularidade. Na hora, pensei: "Essa é uma boa meta de vida".

Só que a gente cresce e descobre que o dinheiro é importante, diria mesmo, essencial. E, de coadjuvante, de meio para nos permitir uma vida digna, equilibrada, maravilhosa, ele se torna algo que determina quem vai querer se relacionar conosco, quem vai "gostar" de nós, quem vai nos aplaudir, quem vai nos bajular.

Pais e mães, algumas vezes, na sua ânsia de que os filhos tenham uma vida bem longe das inseguranças financeiras, não admitem que eles façam escolhas "diferentes". Não têm a paciência necessária para permitir e esperar que floresçam numa atividade aparentemente "não-lucrativa". "Você tem que arrumar emprego!"; "Você tem que se colocar logo no mercado de trabalho!"; "Você tem que ser dono do seu nariz!".

Daí, nós temos centenas de milhares de jovens deprimidos. Eles até seguem o conselho dos pais e se tornam médicos, contadores, funcionários públicos, etc. bem-sucedidos. Porém, redondamente infelizes. Conheci uma moça da Caixa Econômica Federal, que me disse que tinha dificuldade de aprender os passos nas aulas de Dança Flamenca, porque tomava remédio "tarja preta" (lê-se: antidepressivo). Ela me confessou: "Eu odeio o meu emprego, mas não tenho coragem de deixá-lo...". Isso foi no ano de 2004.

Assisto de camarote a várias pessoas fazerem escolhas pautadas nisto: "Vou trocar de emprego, porque aquele vai me pagar mais". Pagar mais. Mais. Mais. Mais. Admiro a minha irmã, Andréa Cristina, que trocou de emprego só pra acompanhar o marido, que mudou de cidade. Esse sim é um motivo belo. Justo.

E assim me pergunto: por que só o dinheiro deve pautar as nossas escolhas? Pra quê morar longe de pais e irmãos só porque vai ganhar 2 mil ou 3 mil reais a mais? Pra quê mais? Pra quê? Pra entrar no shopping e comprar uma roupa cara? Pra exibir para os parentes nas reuniões de família as fotos da viagem que fez ao Nordeste? Pra falar que trocou de carro e agora tem um com direção hidráulica, injeção eletrônica e câmbio automático? Pra contar que o sofá custou 3 mil e 700 reais, como ouvi de uma prima?

17 de abril de 2013

Qual a origem do Vaticano?

Resposta: os Estados Pontifícios. E qual a origem deles?
As doações dos fiéis. Sério. A Católica conta essa história
e o processo que culminou nos famosos Tratados de Latrão

(Imagem: Coat of arms of the Vatican City - Public Domain)

Vue aérienne de la cité du Vatican, à Rome - Fotografia de Salvatore88

Para responder à questão que dá título a este Post do Blog A Católica, recorri às anotações que fiz para minha monografia É Estado ou não é? O Estado da Cidade do Vaticano no Direito Internacional. Anotações que começam com uma outra indagação: O que foram os Estados Pontifícios?. Calma. Nunca ouviu falar deles? Eu também não. E acabei descobrindo que eles são a origem do que hoje chamamos de Vaticano. E é por isso que toda essa história começa com esta outra pergunta:

O que foram os Estados Pontifícios?

6 de abril de 2013

Meu coração é de pedra

Fotografia de Andrea Schafthuizen

Triste constatação: meu coração é de pedra. Ninguém quer ter um coração assim. Só que... Aconteceu. Não foi fácil me dar conta disso. Percebi aos poucos, pelas coisas que pensava, pelas coisas que dizia. Se a boca fala aquilo de que o coração está cheio, então estou lascada.

Eu não era assim.

Pelas cartas e bilhetes que recebi num passado distante de amigos e colegas de classe, pareço ter sido a mais amorosa das criaturas. Aonde foi parar tanta doçura? Retrocedo e constato que tudo começou quando entrei na universidade. A dureza de tudo: do comportamento dos professores, dos colegas... Uma - até então incompreensível - competitividade começou a se instalar no meu mundo, quando tudo o que eu conhecia era uma torcida para que tudo corresse bem. Para que todos se dessem bem.

Eu acreditava que todo mundo era bom. Sério. Achava que parentes, tios, primos, etc., que todos quisessem e torcessem para que todos e cada um fossem felizes.

Aí, ano após ano, enquanto eu crescia (quem me dera que tivesse sido em "sabedoria e graça"), bem, fui vendo que não é bem assim. Que há ressentimento. Principalmente inveja. Com que gosto falamos das mazelas e tropeções alheios!... Não me canso de me surpreender com a nossa incapacidade de vibrar e comemorar as vitórias alheias! No fundo - e na superfície - preferimos que ninguém chegue lá.

3 de abril de 2013

Boca fechada e espinha ereta


Neste Post, A Católica traz uma pequena reflexão
sobre a postura que precisamos (re)aprender a ter na vida.
Em qualquer circunstância. Até dentro do ônibus...

(Imagem: Publicity photo of Virginia Myers - young dancer, by BEDownes)

Ando observando detalhes do comportamento do meu filho de um ano, Jaime Augusto. Ele mastiga de boca fechada. E, ao se assentar, fica com as costas retinhas. Desaprendemos isso. Minha irmã, Andréa Cristina, teve que fazer aulas de balé clássico para melhorar a postura (vivia "corcunda"). Quanto a mim, passei a pré-adolescência inteira ouvindo minha mãe ordenar: "Mastiga de boca fechada, Ana Paula!".

É... Esta é uma vantagem de ter a mãe em casa, com quem nos sentamos à mesa na hora das refeições: observar como nos portamos e ouvir o que dizemos. Minha irmã e eu chegávamos do colégio em torno do meio-dia e almoçávamos com Mamãe Gali, contando a ela (quase) tudo: paixonites, amigos que pisaram na bola (como dizemos aqui no Brasil) e, certamente, nossos sonhos.

Era o momento de a mamãe me corrigir. E de tentar corrigir a minha irmã: "Senta direito, Andréa!".

Lembrei isso anos atrás, quando a Rede Record exibiu a primeira temporada do reality show A Fazenda. Um dos participantes, um ator jovem e bonito, mastigava de boca aberta - o que incomodava e gerava comentários entre as outras celebridades, confinadas no mesmo local. Na hora, pensei: "É... Esse não teve a mãe presente à mesa, para lhe corrigir os maus hábitos".

Vai ver que essa é a razão de, pelo menos aqui no Brasil, tantos de nós mastigarmos de boca aberta, não dizermos "Obrigada" nem pedirmos "Com licença", nem muito menos "Me desculpe". As mães não estão mais em casa. E, quando estão, não têm disposição de educar: querem logo emperiquitar os filhos para os levar ao shopping e enchê-los de distrações, roupas caras e brinquedos idem. Deve haver exceções - eu espero.